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Crítica

"Missão Presente de Natal": filme natalino da Netflix é acolhedor

Baseado na história real de uma base americana na Micronésia, "Missão Presente de Natal" mistura comédia romântica com clássicos do cinema natalino

Publicado em 07 de Novembro de 2020 às 21:30

Públicado em 

07 nov 2020 às 21:30
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz

rbraz@redegazeta.com.br

Filme
Filme "Missão Presente de Natal", da Netflix Crédito: Ricardo Hubbs/NETFLIX
Chegamos a novembro de um ano totalmente atípico, mas a Netflix já entrou oficialmente no modo Natal 2020 - basta ver a lista dos filmes mais assistidos para encontrar alguns lançamentos por lá, e ainda há mais por vir nas próximas semanas.
Um dos filmes já disponíveis na plataforma é “Missão Presente de Natal”, de Martin Wood, diretor acostumado a comandar séries como “Virgin River”, também na Netflix. O filme lançado na última semana curiosamente tem suas raízes fincadas na realidade: a tal missão que dá nome ao longa realmente existe, desde 1952, com aviões americanos levando mantimentos às ilhas mais distantes da Micronésia, locais de difícil acesso e praticamente esquecidos pelas autoridades locais.
No filme, Erica (Kat Graham) é a assistente de uma deputada a fim de cortar gastos públicos. Quando a deputada vê uma notícia sobre uma base americana do outro lado do mundo que supostamente gasta tempo e dinheiro fazendo atividades não relacionadas às forças armadas, ela manda sua assistente para lá para encontrar motivos para fechar a base.
Chegando lá, Erica tem o charmoso e carismático capitão Andrew (Alexander Ludwig, o Björn de “Vikings”) como guia. Está formado o conflito: de olho em uma importante promoção, Erica fará de tudo para fechar a base, enquanto isso, Andrew tentará ensinar a burocrata a enxergar o mundo com outros olhos.
“Missão Presente de Natal” é um filme natalino de estrutura clássica, mas também utiliza fórmulas de comédia romântica para ampliar ainda mais seu público. Assim, é claro que Erica e Andrew vivem um estranhamento inicial, mas não demora para que mudem de opinião um sobre o outro. O filme também segue a fórmula das comédias românticas recentes, que invertem a relação de poder colocando a mulher em um patamar mais alto ou tendo os protagonistas em pé de igualdade.
Filme
Filme "Missão Presente de Natal", da Netflix Crédito: Ricardo Hubbs/NETFLIX
Apesar do possível romance, quem fala mais alto no filme é o espírito natalino, praticamente um personagem na forma de Andrew. Cabe a ele espalhar o amor e a bondade pela ilha e fazer com que Erica veja que há coisas muito mais importantes na vida do que números, planilhas e a cobiçada promoção.
“Missão Presente de Natal” é um filme seguro, que não se arrisca em momento algum e tem narrativa totalmente previsível, mas é exatamente isso que se espera dele. Os conflitos são solucionados rapidamente, sem nunca dar tempo para que o espectador se preocupe realmente com o que vai acontecer. O filme até tem uma ou outra surpresa, mas se destaca mesmo fazendo uso de suas maravilhosas locações e, principalmente, se aproveitando da força dos fatos, pois mesmo que a trama seja fictícia, seu coração é real.
Filme
Filme "Missão Presente de Natal", da Netflix Crédito: Ricardo Hubbs/NETFLIX
Graham e Ludwig são carismáticos o suficiente para convencer em seus papéis, mas o ritmo da construção da relação de seus personagens pode incomodar justamente pelo exposto acima: “Missão Presente de Natal” é primeiro um filme natalino e só depois se preocupa com romance. Assim, o roteiro funciona melhor e coloca um sorriso no rosto do público quando foca em espalhar bondade, em lembrar que todos podem ser bons e em mostrar a diferença que pequenos gestos podem fazer na vida de outras pessoas.
Simone pode ainda não estar cantando na sua casa, mas “Missão Presente de Natal” mostra que sim, já é Natal, ao menos na Netflix. O filme não vai se tornar um clássico dessa instituição chamada “filmes natalinos”, mas é confortável o suficiente para inaugurar a temporada com um bom entretenimento.

Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

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