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Crítica

Netflix lança um dos piores filmes da carreira de Keanu Reeves

"Cópias - De Volta à Vida" até tenta abordar temas sérios, mas resultado é catastrófico. Filme foi lançado em 2019 nos cinemas e agora chega à Netflix

Publicado em 22 de Setembro de 2023 às 11:56

Públicado em 

22 set 2023 às 11:56
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz

rbraz@redegazeta.com.br

Keanu Reeves no péssimo "Cópias  - De Volta à Vida" Crédito: Paris Filmes/Divulgação
Se você, leitor, é daqueles que não acreditam em opiniões de críticos ou daqueles que falam que “se o crítico der nota ruim, o filme deve ser bom”, peço aqui, pela primeira vez, um voto de confiança. “Cópias – De Volta à Vida” ("Replicas", no original), disponível na Netflix, não valia a ida ao cinema e agora não vale o consumo da banda larga ou simplesmente os 102 minutos da vida de alguém.
Pronto desde 2016, o filme foi lançado apenas em 2019 em uma tentativa de pegar carona na boa fase de Keanu Reeves, seu protagonista, afinal, “John Wick 3” era um dos grandes filmes daquele ano e, à época, acabara de ser lançado nos cinemas.
Na trama dirigida por Jeffrey Nachmanoff, Reeves é Will Foster, um neurocientista que está perto de uma descoberta muito importante: a possibilidade de transferir a consciência e as lembranças de um morto para um corpo cibernético.
Apesar dos avanços já obtidos, Will corre contra o tempo para que o projeto não seja cancelado. No meio disso tudo, sua família sofre um terrível acidente e Will, claro, decide preservar seus entes queridos ao seu modo.
Cópias - De Volta à Vida Crédito: Paris Filmes
Tudo em “Cópias – De Volta à Vida” é apressado e subestima a inteligência do público. Em um momento Will e sua equipe estão sem soluções para o projeto, mas, em seguida, ele e Ed (Thomas Middleditch, de “Sillicon Valley”) são capazes não apenas de extrair e transportar a consciência para outro corpo, mas também de criar clones orgânicos dos familiares de Will – pessoas de idades e tamanhos diferentes cujos corpos milagrosamente ficam prontos ao mesmo tempo.
O curioso é que o roteiro encontra soluções fáceis para todos seus problemas. Ele até ensaia, nas primeiras linhas, uma discussão sobre a ética dos testes, mas tudo se encerra com um argumento esdrúxulo sobre transplantes de coração.
Outra situação que renderia uma boa narrativa, mas é ignorada, é o conflito das cópias com seu criador – tudo se resolve rapidamente apesar de uma revelação que poderia ser o foco principal de um drama bem estruturado.
“Mas ao menos tem boas cenas de ação e efeitos especiais?”. Não e não! “Cópias” é um filme às vezes quase amador, sem refinamento técnico algum. A ação é mal resolvida (corre ali, atira aqui) e os efeitos computadorizados parecem não terem sido finalizados.
Ao fim, o filme protagonizado por Keanu Reeves é daqueles que poderiam até se tornar cultuados na internet caso tivesse ao menos uma reviravolta decente, o que não é o caso. Com uma tentativa de se mostrar subversivo, o terceiro ato da trama apresenta soluções constrangedoras.
Seria melhor para todos que “Cópias – De Volta à Vida” permanecesse no limbo, sem fácil acesso para um grande público. Keanu Reeves, já com o cachê no bolso, não passaria essa vergonha, Jeffrey Nachmanoff não teria essa mancha no currículo e nós, os espectadores, não perderíamos dinheiro e tempo de nossas vidas.

Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

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