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Crítica

"O Diário de Noel", da Netflix, é comédia romântica sem sal

Com roupagem natalina, mas sem se importar muito com a magia do Natal, "O Diário de Natal" é filme para ser visto prestando pouca atenção, pois não traz nada realmente interessante

Publicado em 28 de Novembro de 2022 às 20:29

Públicado em 

28 nov 2022 às 20:29
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz

rbraz@redegazeta.com.br

Filme
Filme "O Diário de Noel", da Netflix Crédito: KC Bailey/Netflix
Ao contrário da fantasiosa aventura “Terra dos Sonhos”, que não é um filme de Natal, mas poderia ser, o recém-lançado “O Diário de Noel” é um filme de Natal que poderia perfeitamente não estar vinculado à data. Sim, a trama se passa durante a temporada de festas e até aparece um ou outro Papai Noel em determinado momento, mas o filme dirigido por Charles Shyer não depende de qualquer “magia” ou de algum “espírito natalino” para funcionar, e talvez fosse mais interessante se o fizesse.
O roteiro, baseado no livro homônimo de Richard Paul Evans, nos apresenta a Jacob (Justin Hartley, de “This is Us”), um escritor absurdamente famoso, best-seller do “The New York Times”, que recebe uma ligação com uma notícia triste: sua mãe, de quem se distanciara há algum tempo, faleceu e agora ele precisa voltar à antiga cidade para resolver burocracias.
Em sua cidade Natal, Jacob reencontra uma vizinha amiga da família, Ellie (Bonnie Bedelia, de “Duro de Matar”) e conhece Rachel (Barrett Doss), uma jovem que não faz ideia da fama do escritor. Rachel, na verdade, está em busca da mãe biológica, mas toda informação que tem é que ela teria trabalhado na casa dos pais de Jacob. Os dois se entendem quase de imediato e o escritor resolve ajudá-la mesmo que, para isso, tenha que lidar com questões de seu passado, como entrar em contato com o pai (“James Remar”), com quem não fala há décadas.
Não é difícil prever como tudo vai se desenvolver em “O Diário de Noel”, mas a previsibilidade do filme tampouco atrapalha a experiência. Mesmo com os exageros acerca da fama de Jacob, Justin Hartley se sai bem, com carisma suficiente para que compremos a ideia do bonitão solteiro por convicção. Mesmo sem uma química absurda, ele funciona bem com Barrett Doss em tela, com os personagens trocando provocações com certa frequência, mas o relacionamento de Jacob e Rachel, assim como todos os outros arcos do filme, sofrem com um roteiro que nunca se aprofunda em nada.
Filme
Filme "O Diário de Noel", da Netflix Crédito: KC Bailey/Netflix
O texto de “O Diário de Noel” até tem bons momentos, quando brinca com a fama de Jacob ou em determinado ponto, quando faz graça com clichês das comédias românticas, mas ele peca nos percalços do caminho dos protagonistas. Tudo é muito imediato o tempo todo, do amor entre Jacob e Rachel às resoluções dos conflitos - a cena do protagonista com o pai, cuja expectativa é construída desde o início do filme, tem resolução instantânea. Da mesma forma, o filme parece deixar um vácuo na resolução de Rachel em busca da mãe, como se a jovem de repente se contentasse com qualquer migalha encontrada pelo caminho, oferecendo pouca recompensa ao espectador.
Lançado em 2017, “O Diário de Noel” é o primeiro livro da “Coleção Noel” de Richard Paul Evans, mas os livros subsequentes não continuam a história de Jacob e Rachel. Cada livro de Paul Evans traz uma história de alguém passando por uma situação difícil durante o Natal - o que não impossibilita, claro, de que a Netflix crie uma sequência para o filme que está entre os mais vistos da plataforma.
Filme
Filme "O Diário de Noel", da Netflix Crédito: KC Bailey/Netflix
É curioso como o filme não funciona como uma obra natalina (por opção própria) e tampouco emociona quando parte para o drama (por incompetência). “O Diário de Noel”, ao fim, é uma comédia romântica pouco engraçada que investe em arcos supostamente melodramáticos que nunca chegam nem perto de convencer, um filme para se assistir prestando pouca atenção, pois há pouco que realmente importa em tela.

Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

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