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Crítica

"Plano de Aula", da Netflix, é ruim, mas diverte com ação genérica

Sucesso na Netflix, filme "Plano de Aula" é uma espécie de "Um Tira no Jardim da Infância" para adultos. Não é bom, mas funciona como entretenimento confortável

Publicado em 25 de Novembro de 2022 às 20:21

Públicado em 

25 nov 2022 às 20:21
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz

rbraz@redegazeta.com.br

Filme polonês
Filme polonês "Plano de Aula", sucesso na Netflix Crédito: Netflix/Divulgação
“Plano de Aula”, filme polonês sucesso na Netflix, é praticamente “Um Tira no Jardim de Infância” (1990) para um público mais adulto. Dirigido por Daniel Markowicz, o o filme também tem um policial disfarçado em uma escola para encontrar criminosos, mas, ao contrário das trapalhadas de Arnold Schwarzenegger no clássico da “Sessão da Tarde”, no filme da Netflix, Damian (Piotr Witkowski) se infiltra numa escola de ensino médio para encontrar os responsáveis pela morte de um amigo e distribui muitos sopapos em todos que cruzam seu caminho.
É curioso como “Plano de Aula” se desenrola de forma linear e totalmente previsível, o que não é necessariamente algo ruim quando o espectador não busca ser desafiado. Damian é um protagonista “quebrado”, um sujeito que se martiriza pela morte da esposa e, depois, pela do amigo, que o procurou para ajudar no caso, mas o encontrou totalmente consumido pela autocomiseração.
É carregado de culpa que Damian se candidata à vaga de professor de História deixada pelo amigo e, mesmo sem ter nenhuma experiência dando aula ou sem ao menos ser professor, consegue o cargo. Na escola, o ex-policial fica famoso após um vídeo dele batendo em alguns capangas viralizar, monta uma espécie de academia de luta (com uma montagem que até lembra “Cobra Kai”) para os alunos, se envolve com uma professora que o faz lembrar da esposa e, obviamente, tenta desmascarar uma grande quadrilha de distribuição de drogas entre os alunos.
“Plano de Aula” não é ruim, mas é sempre superficial. Piotr Witkowski se sai bem nas cenas de luta, com algumas boas coreografias que sofrem com uma montagem preguiçosa e uma direção covarde. Apesar de bem construídas, as cenas de luta são quase sempre iguais e sem peso - todos os golpes são filmados da mesma forma, deixando claro tanto o ensaio para as cenas quanto a grande distância entre as pessoas envolvidas no embate.
Filme polonês
Filme polonês "Plano de Aula", sucesso na Netflix Crédito: Netflix/Divulgação
Quase como um jogo, “Plano de Aula” tem uma estrutura de fácil assimilação. Todos os arcos, mesmo os pequeninos, terminam com Damian dando porrada em alguém. É bem verdade, resta pouco do filme além das cenas de luta. A trama é boba, a virada é previsível e a conclusão se aproxima do risível - sério, quando o último vilão “cai”, é impossível não rir da construção da cena, que beira o amadorismo.
O roteiro de Daniel Bernardi, que já trabalhou com Daniel Markowicz no irregular “Bartkowiak” (também na Netflix), é eficiente apesar da previsibilidade. O filme caminha como o esperado o tempo todo, preenchendo todo o bingo do cinema de ação da Hollywood dos anos 90 sem muito esforço. Com destaque total para as cenas de ação, todos os arcos do filme funcionam em função delas, com os conflitos sempre resultando em algum embate físico satisfatório, mas totalmente genérico.
Filme polonês
Filme polonês "Plano de Aula", sucesso na Netflix Crédito: Netflix/Divulgação
“Plano de Aula”, ao fim”, é um bom passatempo, um filme de ação que busca uma ação convencional e entrega exatamente o que o espectador espera dele. É um bom filme? Não, passa longe disso, mas oferece entretenimento de fácil consumo e não à toa está entre os mais vistos da Netflix mundo afora.

Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

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