Foram identificadas falhas consideradas graves em sua execução, que vão desde a ausência dos autores até a definição da metodologia. Situações, segundo o MPC, que “comprometem sua legalidade e a transparência do processo”. E o tornam inválido.
Segundo o MP de Contas, a Agência Reguladora de Serviços Públicos (Arsp) fez a contratação, sem licitação, por R$ 1,3 milhão. E caberia à fundação atuar como consultora na definição da metodologia para elaboração dos cálculos para análise do equilíbrio econômico-financeiro da concessão.
Em parecer já anexado ao processo que tramita no Tribunal de Contas do Estado (TC-ES), foram identificados os seguintes problemas:
No parecer foi pedido à Corte de Contas que notifique a Arsp e a Coppetec a prestar esclarecimentos. E ainda a realização de perícia técnica para confirmar a autoria e autenticidade do estudo, com acesso integral às bases de dados, planilhas e registros das reuniões que envolveram a elaboração do material.
Também foi solicitada a comunicação sobre a situação aos órgãos federais de controle — Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) — para conhecimento e apuração de eventuais responsabilidades.
Entre os anos de 2013 a 2019 a área técnica do Tribunal de Contas realizou uma auditoria no contrato. O resultado apontou 12 irregularidades na concessão e uma dívida da empresa com o Estado de R$ 613 milhões.
O cálculo foi desconsiderado pela Corte de Contas, que determinou à Arsp que fizesse novo levantamento. Houve decisão semelhante da Justiça estadual, onde tramita processo sobre o tema.
Para fazer o estudo a Agência contratou a Coppetec, que divulgou o resultado em setembro de 2023, informando que o Estado devia à empresa R$ 351 milhões.
Valor contestado pela concessionária e pelo próprio governador Renato Casagrande.
O Estado chegou a anunciar estudos para uma nova concessão para a ponte e a rodovia, com uma nova modelagem. Poucos dias antes do contrato se encerrar, a Rodosol recorreu à Justiça estadual pleiteando que o contrato fosse mantido por mais tempo.