O apelido é de Fernando Moraes Pereira Pimenta, que anos antes tinha assumido o comando quando os líderes do grupo foram sendo presos. O que não foi suficiente para impedir que a cúpula criminosa continuasse gerindo o tráfico do sistema prisional, com informações repassadas de dentro da Penitenciária Máxima II (PSMA II), em Viana.
Detidos em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), os membros da cúpula perderam o contato com a facção, e Marujo passou a ser a referência no comando. Fato que ampliou os olhares das forças de segurança para ele.
Os dois são conhecidos como “irmãos Vera”. Kamu, foragido no Rio, voltou ao Estado em decorrência da guerra entre as facções, se valendo da crise no PCV para ampliar suas fronteiras. O que fez com que Marujo também retornasse do estado vizinho e fosse preso.
A denúncia do Gaeco contra as 40 pessoas foi fracionada em várias ações na Justiça estadual. Em uma delas o grupo principal foi condenado pelos crimes de associação para o tráfico, com aumento da pena pelo emprego de arma de fogo, e pela prática de organização criminosa. Nos dias de seus interrogatórios, optaram por permanecerem calados.
Em outros processos, mais faccionados também receberam as suas sentenças.
O único processo que ainda tramita sob sigilo e a passos lentos envolve os advogados que foram denunciados. Dos dez, uma foi absolvida e o MP recorre contra a decisão. Outros outros nove ainda aguardam audiências, mas tiveram o direito de exercer a advocacia suspenso.