O Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória aceitou os argumentos apresentados pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que denunciou Bruna por
tentativa de homicídio praticada contra Victor Murad, e decidiu que ela será julgado pelo crime com as seguintes qualificações:
Também foi mantida a sua prisão preventiva. Ela se encontra detida na Penitenciária Feminina de Tucum, em Cariacica, onde aguardará o julgamento.
Na sentença é informado que, em depoimento, a vítima informou que a tentativa de homicídio foi descoberta por intermédio de laudo, mas após ser iniciada uma investigação de desvios que a acusada teria praticado contra a clínica.
“O declarante (médico) detalhou que a ré efetuou desvios vultosos, estimados em cerca de R$ 600 mil a R$ 1 milhão de reais”, é dito no texto judicial.
Em depoimento à Justiça, Bruna negou todas as acusações. Ela apresentou uma versão diferente, assinalando que seria vítima de uma armação arquitetada pela esposa do médico.
Afirmou que a sua demissão foi voluntária e decorreu de um conflito ético. A esposa do médico teria exigido que ela assumisse o envio de e-mails ameaçadores sobre um suposto relacionamento extraconjugal.
Justificou o recebimento do dinheiro em suas contas como gratificações voluntárias do médico, que a teria beneficiado com empréstimos e doações para viagens em razão de sua dedicação integral. E negou qualquer desvio fraudulento, afirmando que o “Dr. Vitor sabia de tudo o que eu fazia".
A compra do arsênio teria o objetivo de matar ratos e que o fez a pedido da esposa do médico, a quem entregou o produto e não teve mais contato com ele.
O caso foi descoberto em março do ano passado, quando o médico e a esposa desconfiaram que uma funcionária estaria desviando recursos da clínica, onde Bruna trabalhou por cerca de 12 anos. Ela exercia função de confiança, controlando o setor financeiro. E seria a pessoa responsável pela rotina alimentar do médico.
Segundo as investigações, o envenenamento teria sido feito para mascarar o desvio dos valores, direcionados para a conta pessoal dela.
Ela foi presa e denunciada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). No final do mês de outubro do ano passado o Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória aceitou a denúncia contra a mulher, o que a tornou ré em uma ação penal.
No início das apurações o marido dela, Alysson Oliveira Marinho, chegou a ser apontado como suspeito, mas 0 Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória aceitou o pedido do MP de arquivamento do inquérito policial contra ele.