Além dela, pelo menos seis pessoas devem testemunhar em audiência marcada para às 13 horas de sexta-feira (30), no Fórum Criminal de Vitória.
A vítima tinha uma clínica cardiológica na Praia do Canto, em Vitória.
Ela foi fechada no ano passado, após mais de três décadas de atendimento, com o comprometimento da saúde do profissional.
Bruna é acusada de tentativa de homicídio por motivo torpe, com uso de veneno, de forma a impedir a defesa da vítima. E segundo a denúncia do MP, o crime praticado contra um idoso teve o objetivo de assegurar a impunidade ou vantagem de outro crime.
Na decisão é dito que a gravidade do caso, a forma como o crime foi praticado e a motivação impedem a concessão de medidas alternativas à prisão para Bruna.
Trata-se de Bruna Garcia Barbosa Marinho, que trabalhou no local por cerca de 12 anos. Ela exercia função de confiança, controlando o setor financeiro. E seria a pessoa responsável pela rotina alimentar do médico.
Ela foi presa e denunciada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). No final do mês de outubro o Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória aceitou a denúncia contra a mulher, o que a tornou ré em uma ação penal.
Foi determinado ainda o bloqueio de seus bens no valor de R$ 600 mil. Há ainda uma segunda investigação não concluída sobre o caso.
O advogado Waldyr Loureiro, que atua como assistente de acusação, avalia como de “extrema gravidade” os fatos denunciados à Justiça. Observa que não ocorreu apenas um crime patrimonial, mas uma tentativa de homicídio qualificada, em que a confiança da vítima foi utilizada como ferramenta para o cometimento dos atos.
“As investigações apontam que o envenenamento não foi um ato isolado, mas um meio cruel empregado para encobrir desvios financeiros vultosos, subtraídos do patrimônio de quem a ré deveria zelar”, diz, acrescentando que a vítima, hoje, apresenta sequelas severas.
Informa que vai atuar em busca de uma aplicação rigorosa da lei penal. “Visando condenação proporcional à gravidade da conduta; reparação dos danos causados à saúde e ao patrimônio do idoso; e uma resposta pedagógica da justiça contra crimes praticados mediante abuso de confiança contra vulneráveis”.
A defesa de Bruna preferiu não se manifestar no momento. Em entrevistas anteriores foi assinalado que ela é inocente e que as acusações são motivadas por vingança.