Os dados foram obtidos junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), gestor do Banco Nacional de Mandados de Prisão, e apontam que mais da metade destes casos, muitos deles ligados ao tráfico de drogas, estão concentrados em dez cidades, sendo seis na Região Metropolitana e quatro no interior do Estado.
O total passa por oscilações à medida em que pessoas vão sendo presas ou que são emitidas novas ordens judiciais. E é bem próximo ao excesso da população carcerária do Estado, que conta com 15 mil vagas e abriga mais de 24 mil detentos.
Entre os motivos para a decisão estão os casos de internação (52) e a recaptura dos fugitivos (258). Mas o principal continua sendo a prisão, que soma 9.413.
O terceiro, também com seis decisões judiciais para prendê-lo, é Amauri Dias Viana. Contra ele, segundo o site do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), há seis processos.
Há ainda outros 13 casos em que a pessoa possui cinco mandados de prisão em nome delas e outros 16, que somam individualmente quatro ordens de prisão.
A maior parte destas decisões judiciais foram expedidas em:
Embora existam muitos casos de procurados pela polícia por envolvimento com o tráfico de drogas e homicídios, uma parcela expressiva destas ordens judiciais referem-se a pensão alimentícia.
É o que aponta o criminalista Fábio Marçal. “Em geral são pessoas que estavam sem pagar a pensão alimentícia, quitaram os débitos com atraso e não informaram, ou mudaram de endereço e não são localizados”.
Há ainda outra situação, segundo ele, que tem sido frequente também. “Casos de pessoas que já estão presas, receberam novos mandados de prisão, que não foram baixados do sistema”, relata.
A gestão do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) é feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).