O homicídio aconteceu no dia 10 de junho de 2018, quando ele estava com 26 anos. Na sequência sua família foi expulsa do bairro e teve a casa incendiada, reproduzindo o que Wallace tinha feito no passado, ao impedir que alguns moradores permanecessem na comunidade após seu grupo assumir o comando da região.
O crime do chefe do morro faz parte de um contexto de várias mortes ocorridas no bairro, e que tiveram início em março de 2018. Os primeiros foram
os irmãos Damião Marcos Reis, 22, e Ruan Reis, 19, mortos porque não sabiam a localização do chefe do morro.
Dois meses depois foi assassinado Aladir de Oliveira Filho, apontado pela polícia como um dos homens que colaboraram no assassinato dos irmãos Reis. E teria sido morto por Wallace.
No dia seguinte, outro crime, Lucas Teixeira Verly, de 19 anos, foi assassinado durante outro ataque. E em junho foi a vez de Wallace. Pouco mais de seis meses depois, outro ataque e mais três mortos. Dois feridos conseguiram sobreviver.
Na decisão de pronúncia, que encaminhou sete pessoas para o Tribunal do Júri, foram citados relatos de que o grupo que matou Wallace chegou ao morro um dia antes do crime.
Os crimes das noites sangrentas da Piedade possuem muitos réus, e os julgamentos se arrastam em decorrência dos vários pedidos de adiamento. Para o caso de Wallace, o júri está previsto para ser realizado a partir das 9 horas desta quinta-feira (17), no Fórum Criminal de Vitória.