O que demonstra, segundo o juiz Daniel Peçanha Moreira, da 2ª Vara Criminal de Vitória, a intenção de se ausentarem do país. “Ficando evidente a necessidade de manutenção da prisão cautelar”, disse em resposta ao pedido de liberdade provisória solicitada pela defesa.
Ao manter a prisão o magistrado informou que o casal permaneceu detido durante todas as etapas do processo, que se encontra na fase em que a acusação e os advogados de defesa vão apresentar seus argumentos finais para que ocorra a sentença.
Após ser detido no Sul do país, o casal foi trazido para o sistema prisional capixaba. Ele foi conduzido ao Centro de Detenção Provisória de Viana 2 (CDPV2) e ela foi para o Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC).
Eles foram denunciados pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) por furto qualificado e lavagem de dinheiro. Eduardo era funcionário há 15 anos do banco, atuando em uma agência na Praia do Canto onde exercia a função de tesoureiro. Ele teria tido apoio de sua companheira, Paloma. Segundo o MPES, eles agiram de forma premeditada.
“Em comunhão de desígnios e de forma premeditada, mediante abuso de confiança, subtraíram aproximadamente R$1,5 milhão em moeda nacional e em moeda estrangeira do Banco do Brasil”, relata o texto.
Após a prisão, o carro foi revistado e houve a apreensão de R$763.438,00 (reais), US$41.940 (dólares) e €70.700 (euros), tudo em espécie, relata a denúncia.
A defesa do casal não retornou aos contados da coluna, mas o espaço segue aberto a manifestação.