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Sentença

Casal que matou sogros de ex-prefeito no ES é condenado; penas somam 132 anos

Crime aconteceu em Cachoeiro, em outubro do ano passado; vítimas tinham 80 e 77 anos e foram mortas com "requintes de crueldade", segunda sentença

Publicado em 20 de Maio de 2025 às 03:30

Públicado em 

20 mai 2025 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

duplo homicídio cachoeiro
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Microsoft Designer
O casal acusado pelo assassinato dos sogros de Victor Coelho, ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Sul do Estado, foi condenado a penas que somam mais de 132 anos. A sentença aponta que as vítimas, com 80 e 77 anos, foram mortas com “extrema violência e requintes de crueldade”. O mesmo destino tiveram os animais de estimação da família.
A sentença da 4ª Vara Criminal de Cachoeiro estabeleceu que os dois vão permanecer presos. As condenações foram assim distribuídas:
  • Adriana de Souza Santos, 36 anos -  latrocínio (roubo e morte) e maus tratos com animais, com penas que totalizam 65 anos, 6 meses e 14 dias de reclusão. 
  • Valmir Santana Ribeiro, de 38 anos - latrocínio (roubo e morte) e maus tratos com animais. As penas pelos crimes são de 67 anos, 5 meses e 24 dias de reclusão 
O duplo homicídio aconteceu no dia 8 de outubro. Cacilda Vetoraci Duarte, de 77 anos, e Luiz Geraldo Duarte, de 80 anos, foram encontrados mortos no Hotel Duarte, onde moravam e que por eles era gerenciado. Os dois cães da família também foram localizados sem vida, no segundo andar do prédio.
Eles eram pais de Keila Vetorazzi, esposa do ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho.
duplo homicídio cachoeiro
Adriana de Souza Santos, de 36 anos, e Valmir Santana Ribeiro, de 38, condenados Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Microsoft Designer

Versões

Na sentença é informado que apesar dos acusados terem apresentado versões contraditórias e divergentes em seus depoimentos à polícia e à justiça, não há dúvidas de que os réus agiram de forma premeditada.
“Com a clara intenção de subtrair o patrimônio das vítimas e do hotel, sendo que para tal desiderato perpetraram os delitos de forma perversa e com extrema violência, sem qualquer chance de defesa por parte das vítimas”, é dito.
O casal alugou um quarto no Hotel Duarte, de propriedade dos idosos, localizado no bairro Baiminas. Após as mortes, Valmir e Adriana reviraram o hotel, levando dezenas de produtos, dinheiro, roupas e eletrodomésticos, entre outros objetos. Tudo foi colocado no carro das vítimas que Valmir utilizou para fugir. Acabou sendo preso no Bairro Independência.
Já Adriana foi para o bairro Bela Vista comprar mais drogas. Foi presa nas proximidades do Hospital Paulo Pereira Gomes, no Bairro Baiminas.
No caso de Valmir, foi considerado na definição da pena os antecedentes criminais. Ele já havia sido condenado outras quatro vezes. Foi apontado ainda que o casal agiu em conjunto para facilitar a execução do crime.
No documento foi observado que Adriana conhecia a vítima, Cacilda, e a chamava de “tia”. E que não era a primeira vez que Valmir esteve no hotel. “O que possibilitou que ambos conhecessem a rotina das vítimas e tivessem plena familiaridade com o ambiente, fatos que foram essenciais para a prática da empreitada criminosa”.
Por falta de defensor público atuando na cidade, foram nomeados dois advogados para realizar a defesa dos condenados, pagos pelo Estado. Eles não foram localizados, mas o espaço segue aberto a manifestação.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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