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Crime em Vitória

Chacina na ilha: julgamento suspenso por falta de energia em fórum no ES

A suspensão temporária aconteceu por volta das 10h30, pouco mais de duas horas após os trabalhos terem se iniciado; fórum não conta com gerador

Publicado em 14 de Abril de 2025 às 11:39

Públicado em 

14 abr 2025 às 11:39
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Chacina da Ilha
Crédito: Arte - Amarildo / Rede Gazeta
O julgamento das quatro pessoas acusadas pelo crime que ficou conhecido como Chacina da Ilha foi suspenso, temporariamente, na manhã desta segunda-feira (14). Os trabalhos foram iniciados às 8 horas, por volta das 10h30 houve falta de energia no Fórum Criminal de Vitória. E como a sede nova não conta com gerador, o júri precisou ser temporariamente suspenso. Réus, jurados, advogados, promotores e a equipe do Tribunal do Júri aguardam o retorno das atividades.
Por nota a EDP, responsável pelo fornecimento de energia, informa que a interrupção foi causada pela queda de um galho de árvore sobre a rede elétrica. "Equipes técnicas estão trabalhando no local, realizando a poda e os reparos necessários para que o serviço seja restabelecido o quanto antes", informou.
Por volta das 12h20, o problema foi solucionado e o fornecimento de energia retomado. O julgamento foi retomado após o período de almoço, por volta das 13h30.
O crime aconteceu há cinco anos, quando seis jovens aproveitavam o dia de praia quando foram confundidos com integrantes de uma facção criminosa. Eles foram subjugados e alvo de disparos de arma de fogo. Quatro deles morreram no local e outros dois sobreviveram feridos.
Esta é a quinta tentativa de realizar o julgamento, adiado por motivos variados ao longo dos últimos anos. Vão enfrentar o banco dos réus quatro pessoas:
  • Felipe Domingos Lopes
  • Werik Sant”Ana dos Santos da Silva
  • Adriano Emanoel de Oliveira Tavares
  • Victor Bertholini Fernandes
Outras duas pessoas foram acusadas de participação no crime, mas à época eram menores. A eles foi aplicada uma medida socioeducativa de internação, segundo da 2ª Vara da Infância e da Juventude de Vitória. Foram os únicos, até o momento, a responderem pelo crime.
A advogada Paloma Gasiglia, que faz a defesa de Victor, informou que acredita na inocência de seu cliente. “Ele está ansioso para que o júri aconteça. Acreditamos na justiça e que ele será absolvido”, disse.
O advogado Ailton Ribeiro Silva faz a defesa de Adriano. Por nota ele informou que o fato de ter sido denunciado pelo crime não significa que seu cliente seja responsável pelos atos. Faz parte do devido processo legal.
“No plenário provaremos a inocência do Adriano, considerando que ele tentou evitar os crimes e isso está devidamente provado pelos depoimentos na delegacia e em juízo”, assinala.
Acrescenta que Adriano foi encaminhado a julgamento porque na decisão judicial (pronúncia) são verificados indícios de autoria do crime. “E o juiz encaminha para que os jurados decidam”, explica.
Os advogados dos outros dois denunciados não foram localizados, mas o espaço segue aberto para se manifestarem

O crime

O crime aconteceu em 28 de setembro de 2020. Os seis jovens curtiam o dia de praia na Ilha Doutor Américo Oliveira, localizada na Baía de Vitória, próximo ao bairro Santo Antônio. Na outra margem, fica o bairro Porto de Santana, já em Cariacica. O local é um ponto usado por moradores das duas localidades para diversão e passatempo.
Dos seis, quatro morreram no local:
  • Pablo Ricardo Lima Silva, 21 anos
  • Wesley Rodrigues de Souza, 23 anos
  • Yuri Carlos de Souza Silva, 23 anos
  • Victor da Silva Alves, 19 anos
Outros dois, mesmo feridos, conseguiram escapar após os tiros e fuga dos assassinos. Um deles precisou se fingir de morto. Seus nomes não vão ser divulgados por serem vítimas de um crime.
As mortes foram consequência das constantes disputas do tráfico de drogas. Os jovens foram confundidos com integrantes da facção Primeiro Comando de Vitória (PCV), com sede no Bairro da Penha, na Capital.
O grupo rival, que à época atuava no Morro do Quiabo, em Cariacica, facção conhecida como Associação Família Capixaba (AFC), foi quem promoveu os disparos.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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