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Decisão

Clínica de médico envenenado com arsênio é fechada na Praia do Canto

Saúde comprometida do proprietário e dificuldades financeiras  decorrentes do desvio de recursos  levaram ao encerramento das atividades

Publicado em 27 de Novembro de 2025 às 03:30

Públicado em 

27 nov 2025 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Médico
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly
Com a saúde comprometida, o médico envenenado com arsênio decidiu finalizar as atividades em sua sua clínica, localizada na Praia do Canto, em Vitória.
Segundo o profissional, foram mais de três décadas se dedicando ao atendimento de pacientes cardiológicos, em alguns casos até mesmo de forma gratuita.
“Nunca discuti preço com paciente. Quem podia, pagava, mas quem não tinha condições, era atendido da mesma forma, com igualdade e atenção”, relatou o cardiologista, por intermédio de seu advogado, Waldyr Loureiro.
Aos 90 anos, ele pretende dedicar o tempo a sua recuperação. O veneno, que segundo a investigação policial pode ter sido administrado entre os anos de 2023 a 2025, acentuou os sintomas da doença de Parkinson.
No período a vítima apresentava quadro compatível com intoxicação crônica por arsênio – diarreia, vômitos, anemia, inchaço nos membros e perda de peso –, mas sem associá-los a um possível envenenamento. "Condição que se associou ao trauma vivenciado por ele", acrescenta Loureiro.
Segundo o advogado, houve uma tentativa de manter a clínica nos últimos meses,  comprometida pelas dificuldades financeiras decorrentes do desvio. Os funcionários foram desligados e o imóvel liberado.
"Ele me relatou que não pretende deixar de trabalhar e não descarta atender pelo menos uma vez por semana em um hospital de Vitória", conta o advogado.

Suposto golpe

O caso foi descoberto em março deste ano, quando o médico e a esposa, segundo a investigação policial, desconfiaram que uma funcionária estaria desviando recursos da clínica.
Trata-se de Bruna Garcia Barbosa Marinho, que trabalhou  no local por cerca de 12 anos. Ela exercia função de confiança, controlando o setor financeiro. E seria a pessoa responsável pela rotina alimentar do médico.
Segundo as investigações, o envenenamento teria sido feito para mascarar o desvio dos valores, direcionados para a conta pessoal dela. Ela foi presa e denunciada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Sua defesa nega as acusações (veja abaixo).
No final do mês de outubro o Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória aceitou a denúncia contra a mulher, o que a tornou ré em uma ação penal. Foi determinado ainda o bloqueio de seus bens no valor de R$ 600 mil. Há ainda uma segunda investigação não concluída sobre o caso.
O advogado James Gouvea Freias faz a defesa de Bruna. Ele assinala que ela é inocente e que as acusações são motivadas por vingança.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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