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Stories do crime

Com tornozeleira sem sinal, irmão de Marujo é flagrado fumando maconha

Thiago Moraes Pereira Pimenta aparece em perfil nas redes sociais fumando ao lado de outro traficante; Ministério Público já solicitou à Justiça a sua prisão

Publicado em 06 de Junho de 2024 às 16:35

Públicado em 

06 jun 2024 às 16:35
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Irmão de Marujo
Crédito: Arte - Sabrina Cardoso
O traficante Thiago Moraes Pereira Pimenta, conhecido como Panda, cuja tornozeleira está sem contato com a Diretoria de Movimentação Carcerária e Monitoramento Eletrônico da Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) desde o último dia 30, foi flagrado nas redes sociais, onde permanece ativo, fumando o que aparenta ser um cigarro de maconha. Diante dos fatos, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) pediu à Justiça a prisão preventiva dele.
A imagem foi retirada do stories do Instagram e ele está ao lado de uma pessoa, que também possui diversos registros criminais por tráfico de drogas, com a mensagem: “Um irmão pra vida toda”.  
Thiago Moraes Pereira Pimenta, conhecido como Panda
Thiago Moraes Pereira Pimenta, conhecido como Panda Crédito: Redes sociais / MPES / TJES
A situação da tornozeleira de Panda foi relatada nesta quarta-feira (05) na Coluna de Leonel Ximenes. O traficante foi preso em uma operação da Polícia Militar no Bairro da Penha, em 25 de janeiro último, mas estava solto por decisão da Justiça há quase três meses. Ele alegou que estava com graves problemas de saúde e que precisava da prisão domiciliar para fazer seu tratamento.
Nesta quinta-feira (06), após a publicação da coluna, o MPES apresentou um novo pedido de prisão, onde foram anexadas as informações obtidas nas redes sociais. Foi informado que Panda, que estava em liberdade condicional, descumpriu a medida de monitoramento eletrônico. “O que reforça a necessidade de manutenção da prisão preventiva para assegurar a regular aplicação da lei penal e instrução criminal”, assinala o texto.
O MPES aponta  ainda que as ações do traficante contrariam os argumentos apresentados por sua defesa de que ele estaria “extremamente debilitado em decorrência de doença grave e, por esse motivo, incapacitado de permanecer no cárcere”.
“Diante de tais vetores fáticos, não se revela plausível considerar que alguém, que se encontra extremamente debilitado em razão de um câncer, permanece em constante descumprimento da monitoração eletrônica e aparentemente se movimentação para além de seu domicílio, inclusive fazendo uso do que aparenta ser uma substância entorpecente”, é dito no pedido de prisão do MPES.
Thiago é irmão de Fernando de Moraes Pereira Pimenta, o Marujo, uma das lideranças da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV), que era um dos bandidos mais procurados do Estado e que foi preso em operação da Polícia Civil em março deste ano e transferido, posteriormente, para o presídio federal de Catanduvas, no Paraná.
Integrante da mesma facção criminosa do irmão, Panda exercia função relevante para a efetivação do tráfico de drogas e agia como “segurança”, escoltando o chefe do grupo criminoso que atuava no bairro da Penha, aponta o MPES. “Há evidências de que o denunciado andava habitualmente armado em vias públicas e agia em conjunto com outros faccionados”, é relatado.
Por fim, é dito que a prisão preventiva do traficante é necessária para a “preservação da ordem pública e da regular aplicação da lei penal”. “As provas demonstram que a ação criminosa assumida pelo réu é concretamente grave e que a liberdade de Thiago é extremamente prejudicial à ordem pública, sobretudo diante da real possibilidade de reintegração do acusado ao grupo criminoso e de reiteração delituosa”, assinala o texto.
Em março o MPES já havia se manifestado contra o pedido da defesa para que Thiago conquistasse a prisão domiciliar com monitoramento. O argumento foi o de que não bastava a debilidade extrema por motivos de saúde apresentada pela defesa do réu, mas que era preciso demonstrar a incapacidade do sistema prisional para o fornecimento do adequado tratamento médico.
Em nota, a Sejus confirmou a perda do sinal com a tornozeleira: "A Secretaria da Justiça (Sejus) informa que T.M.P.P. recebeu alvará de soltura no dia 13 de março deste ano. Na mesma data foi determinada pela justiça a instalação da tornozeleira eletrônica. No dia 30 de maio a Diretoria de Movimentação Carcerária e Monitoramento Eletrônico (Dimcme), central responsável pelo monitoramento, registrou falta de comunicação com o equipamento de T.M.P.P. Todas as tentativas de contato com o usuário foram realizadas, sem sucesso. O incidente foi imediatamente comunicado ao juízo responsável para adoção das medidas legais".

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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