Um grupo de 15 pessoas foi denunciado à Justiça estadual pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), em diversos processos, como autor das
ações criminosas realizadas entre os anos de 2018 a 2020. Ainda faltam ser realizados quatro, dos dez julgamentos previstos. O que pode elevar ainda mais a totalização das penas.
Para alguns réus o somatório das condenações superou um ou dos séculos, já que foram sentenciados por participação em mais de um crime. Confira:
Mas apesar das condenações elevadas, o código penal estabelece, em seu artigo 75, que o tempo de cumprimento de pena não pode ultrapassar 40 anos. Para crimes anteriores a 2019, quando houve mudança na lei, o tempo de permanência na prisão é de 30 anos.
Segundo o promotor Rodrigo Monteiro, que atuou nos julgamentos da Piedade, as condenações elevadas são importantes para garantir que o período em que permanecerem na prisão seja em regime fechado. A lei estabelece que três quintos da pena seja cumprido desta forma.
“Após seis anos de um trabalho intenso das polícias Militar e Civil e do MPES, conseguimos dar uma resposta positiva para a sociedade. Vamos continuar trabalhando para que, dentro do que o processo mostre, e do que é possível fazer, sem cometimento de injustiça ou arbitrariedade, a gente consiga fazer justiça e manter preso quem merece ficar preso”.
Ele destaca que os réus que estão sendo julgados são integrantes de uma facção criminosa. “É uma organização criminosa perigosa, formada por pessoas que fizeram do crime o seu meio de vida e que tem por objetivo aterrorizar a população, com ações criminosas graves. Além dos homicídios, expulsaram moradores do bairro e incendiaram as suas casas”, assinala.
A advogada Jamily Bonatto, que faz a defesa de Allan, Gean e Josenilton, informou que já recorreu contra todas as sentenças. Em relação a Josenilton, informa que ele foi absolvido do crime de homicídio, recebendo uma condenação de 4 anos e 11 meses por organização criminosa.
Quanto às condenações de Alan, destaca que no júri encerrado na última sexta-feira (8) foram utilizadas investigações de outro crime, ocorrido 12 dias após o caso do qual ele estava sendo acusado.
“Era uma outra vítima e foram utilizadas as investigações para o caso em que Alan estava sendo julgado, sob argumento de estarem no mesmo contexto. O direito penal não pode se pautar sob esse argumento, no campo das conjecturas, mas sim em provas”, assinala.
A advogada Paloma Gasiglia, que representa Flavio Sampaio, informou que também já recorreu contra todas as condenações imputadas a seu cliente.
Geovani é representado pelo advogado Douglas Luz, que informou que já apresentou recursos contra a sentença.
Geovani é representado pelo advogado Douglas Luz, que informou que já apresentou recursos contra a sentença.
Os advogados dos demais condenados não foram localizados, mas o espaço segue aberto para suas manifestações.