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PCV

Condomínio em Mata da Praia é surpreendido com pichação de tráfico

O texto faz referência a uma facção criminosa que atua em Vitória, cujos integrantes promoveram ataques em vários bairros e foi feito em uma garagem

Publicado em 29 de Abril de 2025 às 17:55

Públicado em 

29 abr 2025 às 17:55
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Tropa do 12
Pichação na garagem do prédio: "Tropa da 12" Crédito: Foto leitor
Os moradores de um condomínio na Mata da Praia, área nobre de Vitória, foram surpreendidos com uma pichação feita no piso de uma garagem: “Tropa da 12”. Ela faz menção a uma das facções criminosas que atuam em áreas do Espírito Santo, o Primeiro Comando de Vitória (PCV), e cuja sede está localizada no Bairro da Penha.
Na última semana, uma operação da Polícia Civil prendeu nove pessoas vinculadas a esta organização criminosa nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana. Um dos detidos estava na lista dos mais procurados do Estado. Nas redes sociais, vários criminosos criticaram a ação policial com fotos fazendo menção ao “12”, número do PCV.

Como foi feita

A pichação foi feita por um funcionário de uma empresa que tem um contrato com o condomínio para a prestação de serviços como limpeza de caixas d'água e dedetização.
Condomínio em Mata da Praia é surpreendido com pichação de tráfico
Após o trabalho, antes de guardar os equipamentos em seu carro, ele utilizou o produto químico existente na bomba, com bico de aplicação, para fazer a inscrição. Uma reação química com a tinta utilizada na pintura da garagem tornou visível a pichação.
O fato aconteceu na tarde do dia 23 de abril, foi registrado pelas câmeras de videomonitoramento e denunciado à polícia como dano ao patrimônio e apologia ao crime.
O síndico do condomínio informou que a empresa prestadora dos serviços é regularizada, usa carros identificados e os funcionários trabalham uniformizados. Os serviços são executados mediante a apresentação de ordens de serviço. Ela foi informada sobre o ocorrido e se prontificou a auxiliar com todas as informações. O funcionário já foi identificado.
Diante do ocorrido, ele decidiu solicitar a empresa mudanças  para ampliar a segurança. "A partir de agora as ordens de serviço vão precisar ter mais informações, registrando não só o nome do supervisor, mas também o nome completo e CPF do funcionário, que terá ainda que apresentar documento com foto na portaria. O dano em relação a pintura também será ressarcido pela empresa”, relata.
Por segurança, o nome do síndico e do condomínio não estão sendo identificados.

Todo cuidado é pouco

O síndico pontua que mesmo com todo o rigor em relação aos contratos e as empresas que prestam serviços, os condomínios e moradores precisam também sempre estar atentos às rotinas de segurança. “Além do monitoramento por câmeras, profissionais que atuam nos prédios, como porteiros, precisam ser treinados a exigir documentos com fotos, nome completo de todos que pedem acesso ao prédio”, pontua.
É preciso ainda estar atento aos entregadores de encomenda, em geral. “Não podem ter acesso ao hall do prédio ou portaria antes se ter a confirmação, por parte do morador, de que o produto foi solicitado, e por interfone. Já há casos de golpes por celulares, onde o porteiro liga para o morador, por um celular, e outra pessoa se passando por ele atende, autorizando a entrada. E as entregas precisam ficar na portaria”.
Pondera ainda que os moradores não devem permitir a entrada de ninguém desconhecido e sozinho. “Vai abrir a porta para sair e tem alguém do lado de fora, fecha e pede para a pessoa se identificar junto à portaria. Vai entrar na garagem, use o seu controle. Viu alguém suspeito, dê uma volta no quarteirão para não correr o risco de ser surpreendido. E comunique ao porteiro, que precisa registrar tudo sobre o plantão do serviço, para que o síndico ou presidente do conselho consultivo possam agir nas situações em que for necessário”.
O condomínio que ele administra faz parte da “comunidade segura”, programa desenvolvido pela Polícia Militar. “É um apoio importante. Eles nos auxiliam em situações de checagens de pessoas suspeitas, que estão rondando os condomínios. É muito importante que todos os prédios participem”, assinala.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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