A pichação foi feita por um funcionário de uma empresa que tem um contrato com o condomínio para a prestação de serviços como limpeza de caixas d'água e dedetização.
Após o trabalho, antes de guardar os equipamentos em seu carro, ele utilizou o produto químico existente na bomba, com bico de aplicação, para fazer a inscrição. Uma reação química com a tinta utilizada na pintura da garagem tornou visível a pichação.
O fato aconteceu na tarde do dia 23 de abril, foi registrado pelas câmeras de videomonitoramento e denunciado à polícia como dano ao patrimônio e apologia ao crime.
O síndico do condomínio informou que a empresa prestadora dos serviços é regularizada, usa carros identificados e os funcionários trabalham uniformizados. Os serviços são executados mediante a apresentação de ordens de serviço. Ela foi informada sobre o ocorrido e se prontificou a auxiliar com todas as informações. O funcionário já foi identificado.
Diante do ocorrido, ele decidiu solicitar a empresa mudanças para ampliar a segurança. "A partir de agora as ordens de serviço vão precisar ter mais informações, registrando não só o nome do supervisor, mas também o nome completo e CPF do funcionário, que terá ainda que apresentar documento com foto na portaria. O dano em relação a pintura também será ressarcido pela empresa”, relata.
Por segurança, o nome do síndico e do condomínio não estão sendo identificados.
O síndico pontua que mesmo com todo o rigor em relação aos contratos e as empresas que prestam serviços, os condomínios e moradores precisam também sempre estar atentos às rotinas de segurança. “Além do monitoramento por câmeras, profissionais que atuam nos prédios, como porteiros, precisam ser treinados a exigir documentos com fotos, nome completo de todos que pedem acesso ao prédio”, pontua.
É preciso ainda estar atento aos entregadores de encomenda, em geral. “Não podem ter acesso ao hall do prédio ou portaria antes se ter a confirmação, por parte do morador, de que o produto foi solicitado, e por interfone. Já há casos de golpes por celulares, onde o porteiro liga para o morador, por um celular, e outra pessoa se passando por ele atende, autorizando a entrada. E as entregas precisam ficar na portaria”.
Pondera ainda que os moradores não devem permitir a entrada de ninguém desconhecido e sozinho. “Vai abrir a porta para sair e tem alguém do lado de fora, fecha e pede para a pessoa se identificar junto à portaria. Vai entrar na garagem, use o seu controle. Viu alguém suspeito, dê uma volta no quarteirão para não correr o risco de ser surpreendido. E comunique ao porteiro, que precisa registrar tudo sobre o plantão do serviço, para que o síndico ou presidente do conselho consultivo possam agir nas situações em que for necessário”.
O condomínio que ele administra faz parte da “comunidade segura”, programa desenvolvido pela Polícia Militar. “É um apoio importante. Eles nos auxiliam em situações de checagens de pessoas suspeitas, que estão rondando os condomínios. É muito importante que todos os prédios participem”, assinala.