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Análise CSI

Crime no Sambão: equipe de nova perícia também identificou milícia no ES

Nos dois casos foram usados recursos e tecnologias que, além de revelar os envolvidos nos atos criminosos, ajudaram a compreender como os fatos ocorreram

Publicado em 24 de Abril de 2024 às 03:50

Públicado em 

24 abr 2024 às 03:50
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Equipe de CSI
Equipe de CSI Crédito: Arte - Geraldo neto
A perícia que apontou quem foi o executor do jovem Pedro Henrique Crizanto, 20 anos, promovendo uma reviravolta na investigação do seu assassinato, foi realizada pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). A equipe foi a mesma que, em 2022, ajudou a  identificar seis pessoas de um grupo que se intitulava como "La Liga" e que foram denunciados por suposta atuação em milícia
Nos dois casos eles lançaram mão de recursos e tecnologias que,  além de revelar envolvidos nos atos criminosos, ajudaram a compreender como os fatos ocorreram. No primeiro, do grupo "La Liga", eles usaram de redes sociais a medição de passos por sensor telefônico para chegar a identificação dos criminosos. 
Já no assassinato do jovem de 20 anos, filho de Patrícia Crizanto, vereadora de Vila Velha, eles conseguiram separar trechos das imagens de um vídeo, permitindo entender a dinâmica do crime e quem de fato havia atirado em Pedro.
De acordo com o promotor Rodrigo Monteiro, que atua nos dois casos, há a possibilidade de que as ferramentas e as técnicas adotadas pela equipe do Rio sejam trazidas para o Estado. Relata que visitou a unidade acompanhado de outros quatro promotores, incluindo Francisco Berdeal, que vai assumir em maio a chefia do MPES.
“Fomos conhecer o trabalho desenvolvido por eles em uma visita técnica e há uma conversa avançada no sentido de trazer estas ferramentas para o Espírito Santo”, informou Monteiro, que atua na 14ª Promotoria Criminal  e no Tribunal do Júri, ambos em Vitória.

Morte de Pedro

No crime de Pedro Henrique, o trabalho que subsidiou a abertura de nova investigação pela Polícia Civil, a pedido do MPES, foi feito a partir da análise de um vídeo produzido no Sambão do Povo, no dia 1º de fevereiro, por volta das 22h50. As imagens mostram o registro de uma briga, em meio a um aglomerado de foliões em ambiente aberto, quando um disparo é ouvido e na sequência a dispersão das pessoas.
Foi feita uma análise quadro-a-quadro das imagens nos momentos em que foi registrada a confusão que resultou no assassinato do jovem. O resultado do trabalho foi taxativo: “O disparo não foi realizado pela pessoa de camiseta branca”. A pessoa citada é o menor apreendido que confessou ser o autor do disparo, sem de fato ter matado a vítima. Ele foi sentenciado por ato infracional análogo ao homicídio.
Na sequência tem-se a informação sobre o autor do crime: “A pessoa de camiseta amarela apresenta movimento corporal indicativo de ser o autor do disparo”. Trata-se da terceira pessoa envolvida na briga que resultou no crime. Após o tiro, Pedro vai ao chão, morto. Os outros dois correm em sentidos contrários. O menor foi apreendido um mês após o homicídio. O novo suspeito já foi identificado pela polícia, mas já está preso por outros crimes. 
As provas, incluindo o vídeo, foram obtidas pela mãe da vítima, Patrícia Crizanto, com o apoio do advogado Renan Sales. No vídeo abaixo ela relata  a saga para garantir Justiça para o filho. Confira:

Análises de filme

No caso da "La Liga", o grupo denunciado pelo MPES por atuar como milícia, e cujo trabalho desenvolvido pela equipe do Rio ajudou a identificar, guarda semelhanças com séries norte-americanas, no estilo CSI. Na ocasião foram utilizadas imagens de videomonitoramento de Vitória, das redes sociais, o Google Maps, a medição de passos por sensor telefônico, identificação biométrica entre outros recursos para identificar os membros da organização criminosa e provar sua atuação.
Foram feitas comparações biométricas com imagens do dia do crime e das redes sociais dos acusados. Um deles foi identificado pelos padrões da nuca e orelha. Em outro caso, o jeito de andar foi determinante para o reconhecimento. Até o desgaste do teto de um carro não passou despercebido e a confirmou que ele foi utilizado no crime.
Em denúncia encaminhada à Justiça estadual, o MPES informou que o grupo realizava “incursões ilícitas” pelas ruas da Grande Vitória “com o propósito de cometer crimes e ilegalidades”. Um dos crimes que teria sido praticado pelo grupo aconteceu no dia 21 de fevereiro de 2022, na praça do bairro Itararé, em Vitória. No local, um jovem foi assassinado com vários disparos de arma de fogo. O processo contra o grupo ainda tramita na Justiça estadual.
Veja abaixo vídeo produzido a partir de imagens de câmeras de monitoramento de Itararé, bairro onde ocorreu um dos crimes.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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