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De traficante a coveiro, os Marujos do crime no ES

Nas últimas décadas, outros criminosos utilizaram o mesmo apelido do traficante e homicida mais procurado do Estado, Fernando Moraes Pereira Pimenta, alvo de várias operações das polícias

Publicado em 02 de Março de 2024 às 05:00

Públicado em 

02 mar 2024 às 05:00
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Marujos da criminalidade do ES
Marujos do crime no ES Crédito: Arte: Geraldo Neto
Há pelo menos seis anos, a lista dos criminosos mais procurados do Espírito Santo é liderada por Fernando Moraes Pereira Pimenta, 31 anos. Ele é conhecido como Marujo, mas não é o único no Estado a ter o apelido destacado na criminalidade. Nos últimos 40 anos outros traficantes e até um coveiro, também conhecidos pelo mesmo nome,  deram muito trabalho para a polícia.
Nos primeiros meses de 1984, um Marujo começou a aprontar. Na ocasião, três jovens turistas mineiros, com idades entre 18 e 22 anos, morreram em Guarapari após uso de doses elevadas de cocaína. Um quarto jovem, de 17 anos, sobreviveu após hospitalização.
As investigações na época apontaram, curiosamente, para dois traficantes, ambos com o apelido de Marujo, um deles morava em Guarapari e o outro já tinha sido alvo de operação da Polícia Federal. Em 1985 ocorreu o julgamento dos responsáveis pelo três homicídios e pela tentativa de homicídio.
Em 1985 também foi a vez de outro Marujo atacar. Desta vez um coveiro do cemitério São Jorge, em Alto Laje, Cariacica. Ele foi acusado de violar sepulturas para vender caixões. Atuava junto com outros dois colegas e entregavam o material para uma funerária revender. Na casa do Marujo coveiro, de 59 anos, a polícia apreendeu espingardas. Ele era o gestor do cemitério e foi afastado das funções.
O caso foi descoberto após famílias denunciarem a violação dos túmulos. Algumas chegaram a ser ameaçadas de morte pelo “Marujo coveiro”. Quando a polícia chegou ao cemitério encontrou túmulos revirados e até um corpo enterrado dias antes fora do caixão.
Em 1989, um militar reformado da Marinha foi detido, acusado de furto de carro. Também conhecido como Marujo, ele foi preso com um carcereiro da Polícia Civil, que acabou sendo exonerado. Já em 2014, em Linhares, policiais civis prenderam um Marujo, acusado de matar um jovem de 16 anos na cidade. O crime foi motivado por desavenças.
Marujos da criminalidade do ES
O criminoso Fernando Moraes Pereira Pimenta Crédito: Arte: Geraldo Neto
Já o Marujo de 2024, Fernando Moraes Pereira Pimenta, foi condenado por homicídio e outros crimes ligados ao tráfico de drogas. É apontado como a principal liderança em liberdade da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV). Há seis anos figura na lista dos criminosos mais procurados do Espírito Santo. 
O nome de Fernando Moraes também foi inserido no portal do Disque Denúncia do Rio de Janeiro, onde ele estaria se escondendo no Complexo da Maré, em Bonsucesso. Os primeiros registros do seu envolvimento com o crime datam de 2011. Ele possui extensa ficha criminal e é apontado como um homem perigoso.
Contra ele existem seis mandados de prisão em aberto, segundo o Banco Nacional de Mandados de Prisão do Conselho Nacional de Justiça, pelos crimes de homicídio qualificado, tráfico de drogas, associação ao tráfico e organização criminosa. As forças de segurança têm feito várias operações para prendê-lo.
*Com a colaboração do Centro de Documentação (Cedoc) da Rede Gazeta.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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