O perfil é de Bryan Lyrio Deolindo, 33 anos, integrante da facção carioca Comando Vermelho (CV), com atuação em municípios da Grande Vitória, do Noroeste e Norte do Estado.
Foi no Rio que Bryan cresceu na hierarquia da facção criminosa. Passou a ser um fornecedor de drogas para o Espírito Santo, com destaque para alguns municípios, como Aracruz, onde mantém o tráfico em alguns locais, relata o delegado Fabrício Dutra.
“Nosso objetivo é a descapitalização dele. Várias bocas que a ele pertenciam foram fechadas em Aracruz, os que trabalham para ele comercializando as drogas estão sendo detidos, o que reduz o retorno financeiro que ele tinha”, explica.
“É um material que estava embalado com camada tripla de proteção, em balões de borracha. Pela experiência profissional, com certeza estava sendo preparada para embarque marítimo”, pontuou Dutra.
A polícia também prendeu
Átila Gonçalves Nunes, vulgo Taru, que seria o responsável por cometer os assassinatos a mando de Bryan. Entre os crimes está a morte e ocultação de corpos de indígenas em Aracruz. Ele, inclusive, também se escondia no Rio de Janeiro.
“Ele e os demais que estão foragidos vão ser presos, não há dúvidas. Não há lugar seguro para os que estão trazendo drogas para o Estado. Uma hora vamos alcançá-los”, afirma Dutra.
O delegado destaca que Bryan é um criminoso inteligente e focado. “A quadrilha que liderava foi presa pelo Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas (Nuroc), na Operação Portelinha 2, em 2016. Eles se matriculavam nas faculdades para vender droga para estudantes”, conta.
Na época, a polícia identificou que a quadrilha vendia cocaína e drogas sintéticas dentro da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e em faculdades particulares do Estado. Uma comercialização que rendia aos cabeças da organização uma vida de luxo.
Bryan passou a comandar o grupo após um dos líderes ser preso e aparecia nas redes sociais sempre ostentando lanchas, casas com piscina, moto, e vários carros como BMW, entre outros bens como jóias, relógios, que foram identificados pela polícia.
O advogado de Bryan não foi localizado, mas o espaço segue aberto para manifestações da defesa.