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A busca por ajuda

Denúncia de mulheres ajudou a zerar feminicídios em Vitória, diz promotora

Ao procurar uma delegacia e relatar as agressões, as vítimas permitiram a intervenção antes que a violência atingisse seu ápice, com a morte

Publicado em 26 de Janeiro de 2026 às 03:30

Públicado em 

26 jan 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Violência contra mulher
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly
Vitória encerrou 2025 sem nenhum registro de feminicídio. No ano anterior tinha ocorrido um caso e outros dois em 2023. Em paralelo, houve aumento dos índices de criminalidade contra a mulher em diversas categorias, como lesões corporais, ameaças e perseguições.
O movimento é visto como um reflexo de que mais mulheres estão procurando o sistema de justiça, o que ajudou a Capital, pontua Sueli Lima e Silva, titular da Promotoria de Justiça da Defesa da Mulher de Vitória, a zerar os casos em que as vítimas são mortas pelo fato de serem mulheres.
“A denúncia de mulheres que sofrem qualquer tipo de agressão é muito importante e eficaz. Ela permite a intervenção antes que a violência atinja seu ápice, com a morte”, assinala.
Em Vitória, os dados do Observatório da Segurança apontam que houve aumento no número de ocorrências nos seguintes casos:
  • Lesão corporal
  • 2024 - 711
  • 2025 - 792
  • Perseguição (stalking)
  • 2024 - 140 
  • 2025 - 224 
  • Ameaça
  • 2024 - 1.280 
  • 2025 - 1.524
  • Descumprimento de MP
  • 2024 - 141 
  • 2025 - 192
No geral, o conjunto total de crimes de violência doméstica na Capital passou de 1.380 (2024) para 1.728 (2025).

A interrupção do ciclo de violência

Ao procurar uma delegacia, o Ministério Público, a Defensoria Pública, e fazer uma denúncia, a mulher transforma o sistema de justiça em uma barreira contra a morte, pondera a promotora.
O que leva a ações mais imediatas, como a concessão de medidas protetivas e a intimação do agressor a depor, onde é alertado de que as suas ações terão consequências.
“É uma providência que ajuda a inibir a continuidade da violência e tem se mostrado uma ferramenta de dissuasão eficaz, independentemente do resultado final de um processo judicial”, assinala Sueli.
No Espírito Santo, também houve aumento na estatística que reúne os crimes relacionados à violência contra a mulher. Os dados passaram de 23.848 casos em 2024 para 26.151 no ano passado. No mesmo período, o número de feminicídios caiu de 39 para 34.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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