A decisão judicial que os manteve em Rondônia aponta que todos têm atuação destacada em organizações criminosas e “com forte capacidade de articulação e comando, mesmo no interior do sistema prisional estadual”.
Uma situação que representaria risco à segurança pública e poderia minar os esforços de desarticulação da facção criminosa, apontou o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) em manifestação à Justiça para que os detentos fossem mantidos na unidade federal.
A preocupação é que poderiam voltar a consolidar um comando único para o PCV. Hoje a facção é alvo de uma divisão ou racha, ocasionada após o isolamento dos seus líderes no sistema penitenciário federal e pela prisão de outras lideranças de destaque, como Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo.
Outro ponto destacado pelo MPES foi que, quando encarcerados na Penitenciária de Segurança Máxima 2, eles conseguiam, de dentro da unidade, enviar ordens para práticas criminosas.
Esta, inclusive, foi uma das motivações da transferência deles para a unidade federal de Porto Velho, em Rondônia, em 2021. A Operação Armistício, realizada pelo MP, revelou que a troca de informações do presídio com o grupo criminoso era feita por intermédio de familiares e até de advogados, segundo denúncia à época.
Situação semelhante ao que vem ocorrendo, como relatou o subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, Romualdo Gianordoli, no conflito em Vila Velha. Do cárcere, informações estão alimentando os criminosos do TCP e PCV nas ruas.
O texto judicial informa que se trata de detentos de “altíssima periculosidade”, e com “envolvimento em episódios de violência, grave indisciplina e reiterada prática de crimes”.
Outra novidade é que foi ampliado o prazo, com a renovação da permanência deles no sistema penitenciário federal agora sendo feita a cada três anos.