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Nova decisão

Em meio à guerra de facções, Justiça no ES define destino de chefes do crime

Lideranças de uma das facções criminosas envolvidas nos conflitos em Vila Velha estavam na iminência de retornarem para presídios no Espírito Santo

Publicado em 17 de Julho de 2025 às 03:30

Públicado em 

17 jul 2025 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Conflito
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly
A Justiça do Espírito Santo decidiu barrar o retorno ao território capixaba dos chefes de uma das facções criminosas envolvidas na guerra que atinge bairros de Vila Velha. E ainda reenviar para presídio federal um integrante que havia voltado ao Estado. O conflito já resultou em três mortes e deixou outras nove pessoas baleadas.
Trata-se do Primeiro Comando de Vitória (PCV), que segundo informações da Polícia Civil, mantém controle sobre 20, dos 22 bairros da Região 5 de Vila Velha. Um dos motivos do conflito foi a tentativa de ampliar seu território, invadindo bairros que estavam sob a tutela do Terceiro Comando Puro (TCP).
E são justamente os líderes do PCV que estavam na iminência de retornar para os presídios do Espírito Santo. São eles: João de Andrade, Carlos Alberto Furtado da Silva, Geovani de Andrade Bento e Giovani Otacílio de Souza. Também faz parte do grupo Pablo Bernardes, que já tinha sido trazido para o Estado.
Em meio à guerra de facções, Justiça no ES define destino de chefes do crime
A decisão judicial que os manteve em Rondônia aponta que todos têm atuação destacada em organizações criminosas e “com forte capacidade de articulação e comando, mesmo no interior do sistema prisional estadual”.
Uma situação que representaria risco à segurança pública e poderia minar os esforços de desarticulação da facção criminosa, apontou o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) em manifestação à Justiça para que os detentos fossem mantidos na unidade federal.
A preocupação é que poderiam voltar a consolidar um comando único para o PCV. Hoje a facção é alvo de uma divisão ou racha, ocasionada após o isolamento dos seus líderes no sistema penitenciário federal e pela prisão de outras lideranças de destaque, como Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo.

Troca de informações

Outro ponto destacado pelo MPES foi que, quando encarcerados na Penitenciária de Segurança Máxima 2, eles conseguiam, de dentro da unidade, enviar ordens para práticas criminosas.
Esta, inclusive, foi uma das motivações da transferência deles para a unidade federal de Porto Velho, em Rondônia, em 2021. A Operação Armistício, realizada pelo MP, revelou que a troca de informações do presídio com o grupo criminoso era feita por intermédio de familiares e até de advogados, segundo denúncia à época.
Situação semelhante ao que vem ocorrendo, como relatou o subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, Romualdo Gianordoli, no conflito em Vila Velha. Do cárcere, informações estão alimentando os criminosos do TCP e PCV nas ruas.

A decisão

Além de renovar a permanência de quatro detentos na unidade em Rondônia, o Juízo da Segunda Vara Criminal de Viana, que é Privativa das Execuções Penais, decidiu reenviar Pablo Bernardes para o sistema penitenciário federal. Ele tinha voltado no mês de maio.
O texto judicial informa que se trata de detentos de “altíssima periculosidade”, e com “envolvimento em episódios de violência, grave indisciplina e reiterada prática de crimes”.
Outra novidade é que foi ampliado o prazo, com a renovação da permanência deles no sistema penitenciário federal agora sendo feita a cada três anos. 

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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