Uma criança de 11 anos, moradora do Sul do Espírito Santo, pode ser mais uma vítima da suposta rede de exploração sexual infantil mantida por um piloto da aviação comercial, investigado em São Paulo.
Aos policiais a mãe relatou que os supostos crimes teriam se iniciado com a criança de 11 anos, que é sua parente, cuja foto foi enviada para Lopes. Posteriormente, em conversas, ele descobriu que ela tinha uma criança, à época com 2 anos, foi quando começou a enviar as mídias da filha.
Além do depoimento, a expectativa é de que novas informações sobre o caso possam ser obtidas a partir do celular da mulher. Ele foi apreendido durante a segunda fase da Operação Apertem os Cintos, realizada em conjunto pelos Departamentos de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPPs) da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) e da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP).
Na tarde de ontem, após o depoimento, ela foi indiciada por estupro de vulnerável, exploração sexual infantil, produção e venda de material pornográfico infantil, compartilhamento de pornografia infantil, aliciamento de criança e organização criminosa.
Em seguida foi encaminhada para o presídio feminino e deverá passar por uma audiência de custódia nesta quarta-feira (11). Vai permanecer detida no Espírito Santo até que haja uma decisão da Justiça paulista.
O caso envolvendo o piloto começou a ser apurado a partir de uma denúncia anônima enviada ao Ministério Público de São Paulo e que envolvia uma adolescente que, à época dos abusos, tinha 12 anos.
A investigação aponta que Lopes se aproveitava da vulnerabilidade social e financeira das vítimas para os aliciamentos, com ofertas de dinheiro em troca de fotos, vídeos ou encontros.
Até o momento foram identificadas 7 vítimas com idades até 17 anos, sendo a mais nova a do Espírito Santo. Número que pode ser maior a partir da informação fornecida aos policiais pela mãe da criança de 3 anos.
Além do piloto, quatro mulheres, incluindo a do Espírito Santo, foram detidas por suposta participação no esquema investigado.