O esquema foi descoberto com a “Operação Decanter”, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), do Ministério Público do Espírito Santo (MPES). A denúncia por eles apresentada é pela prática dos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e corrupção ativa e passiva.
“Ficou demonstrado que os denunciados organizaram um complexo esquema de sonegação fiscal, voltado à supressão do pagamento do ICMS Substituição Tributária (ST) no comércio de bebidas quentes”, informou o MPES, em nota. Caso sejam condenados, as penas dos crimes imputados aos denunciados podem chegar a 49 anos de reclusão, segundo o MPES.
Foram denunciados, de acordo com a denúncia do MPES, pela prática dos crimes de organização criminosa e de falsidade ideológica:
A investigação realizada pelo Gaesf apontou que houve o pagamento de propina de pelo menos R$ 750 mil para Rogélio Pegoretti. “Para que este praticasse atos contrários a seus deveres funcionais, em favor das empresas dos corruptores”, explica o MPES.
O dinheiro teria sido pago por quatro empresários, com o apoio de um quinto dono de empresa. Eles foram denunciados, assim como o ex-secretário. Confira por quais crimes:
De acordo com o MPES, se os seis forem condenados, podem receber penas de até 16 (dezesseis) anos de reclusão. Os nomes das pessoas denunciadas foram solicitados ao MPES.
A coluna tenta contato com a defesa de todos os que foram denunciados pelo MPES. O espaço segue aberto para que façam suas manifestações.