Na noite do crime estavam todos na cozinha. Passava pouco das 19 horas quando uma discussão foi iniciada no apartamento, localizado em Jardim da Penha. A vítima reclamou que o marido havia sujado, com comida, seu computador de trabalho. E ele a matou. Em desespero, a filha saiu correndo, pedindo ajuda aos vizinhos. O socorro chegou, mas Kátia estava morta.
A polícia encontrou a professora no chão com uma arma na mão. Um dos policiais relatou à Justiça que inicialmente chegaram a pensar em suicídio.
Outra testemunha informou que “que após a vítima cair no chão, o acusado (Márcio) posicionou a arma na mão dela (professora), tentando simular um suicídio; que conversou com alguns vizinhos e com a delegada e concluíram que o acusado tinha matado a vítima”.
Em depoimento à Justiça, a filha relatou a saudade da mãe e o impacto em sua vida após a sua morte. Era ela quem a ajudava com os trabalhos escolares. Perdeu a amiga e o contato com os laços paternos.
À reportagem, parentes relataram, no dia da morte, que
Kátia era vítima de uma rotina de violência. Ela já havia relatado diversas agressões e ameaças à família. Boletins de Ocorrência também chegaram a ser registrados na Polícia Militar, e a própria Corporação teria aberto um inquérito para investigar o policial.
As queixas, porém, acabaram sendo retiradas pela vítima, para não prejudicar a carreira do militar. E ele foi promovido.
“Há fortes indícios de que a tendência é que as ações do investigado venham a se agravar”, assinalou.
A defesa do militar é realizada pelo advogado Claudius André Mendonça Caballero. Ele informou que seu cliente foi submetido a exame de sanidade mental. “O exame acusou doença mental superveniente, ou seja, doença mental após o fato. Fizemos um recurso à Justiça e estamos aguardando uma decisão”, informou.
O banco dos réus só voltará a ser ocupado a partir de 11 de fevereiro, quando os trabalhos forem retomados, já em nova sede.
A mudança está prevista para acontecer entre os dias 2 a 13 de dezembro. E na sequência virá o recesso do Judiciário, que se inicia no dia 20 do mesmo mês. Vai ser um período em que as audiências relativas aos casos do Tribunal do Júri vão ocorrer por videoconferência.