No edital, publicado nesta quarta-feira (9), é informado que a fiscalização foi designada a partir do último dia 8. “Durante a correição o exmo senhor corregedor-geral da Justiça e seus juízes corregedores receberão dos interessados quaisquer informações sobre o serviço judicial referente à unidade correicionada”, é dito no texto.
Relatos feitos à coluna são de que os trabalhos de fiscalização já foram iniciados. Mas pouco se fala sobre o que está sendo apurado na unidade judicial onde Camatta era juiz. A defesa dele não se manifestou sobre o assunto.
O código de normas da Corregedoria Geral relata a existência de quatro tipos de correição: virtual, ordinária, estrutural e extraordinária. O último modelo será realizado na 4ª Vara Cível de Vitória. Segundo as regras, ela é uma atividade “fiscalizadora e disciplinar”.
“O Corregedor Geral de Justiça a exerce ao tomar conhecimento de graves irregularidades praticadas nos serviços do foro judicial e extrajudicial, podendo ser realizada a qualquer momento e sem aviso”, diz o texto.
Os casos de quatro pessoas mortas estão entre os indícios de que o magistrado teria concedido sentenças e autorizado a liberação de recursos milionários a integrantes de uma suposta organização criminosa que visava valores deixados como herança.
Nele são apuradas ações do juiz quando atuava como substituto na 2ª Vara Cível, onde teria praticado até atos que eram de competência dos servidores, apenas em uma ação específica, para ela andar mais rapidamente. O procedimento é relatado pela desembargadora Débora Maria Ambos Corrêa da Silva.