Apontado como uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP), Luan Gomes Faria, o Kamu, vai enfrentar o Tribunal do Júri nesta quarta-feira (11). Conhecido como um dos “Irmãos Vera”, assim denominados em referência à mãe, responderá por uma acusação de assassinado e outras três tentativas de homicídio.
Os crimes que vão levar Luan ao banco dos reús já resultaram na condenação de outro irmão, Bruno Gomes Faria, conhecido como “Bruno Vera ou Nono”. Ele está foragido no Rio de Janeiro e foi condenado a uma pena de 69 anos e 6 meses de prisão, a ser cumprida em regime fechado.
O caso aconteceu no bairro Santa Martha, na região de Andorinhas, em Vitória, no dia 17 de dezembro de 2017. De acordo com denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), quatro criminosos, dois deles armados, realizaram um ataque, que teria sido ordenado pelos irmãos.
Na ocasião, uma adolescente de 15 anos foi atingida e morreu. Outras três pessoas que estavam na mesma residência ficaram feridas e uma delas seria de um grupo de tráfico rival.
A defesa de Luan é realizada pelo advogado Leonardo Gagno. Ele destaca que não existem provas de que seu cliente determinou as mortes. “Ele tem ligação com o tráfico, mas não mandou matar, não sabia, não deu ordem e não tem provas que demonstrem isso. Os detidos e as testemunhas, ninguém afirma que ele é o mandante dos crimes”.
Acrescenta que Luan enfrenta um panorama desfavorável e um pré-julgamento, considerando que já houve outras condenações em relação aos crimes.
“Além do estereótipo dele ser apontado como liderança do TCP. Mas para este júri, a prova é frágil e a afirmação da acusação é pelo fato de ter a fama do líder do tráfico na região de Itararé”, pontua Gagno.
A confusão na Penitenciária de Segurança Máxima 2 (PSMA 2) ocorreu em um momento do banho de sol e envolveu cerca de 20 presos. Alguns do TCP, como Kamu e Buti, e outros da facção criminosa rival, o Primeiro Comando de Vitória (PCV).