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Crime e fuga

Mãe do ES aguarda há 7 anos prisão de homem condenado por matar sua filha

Universitária foi morta pelo ex-companheiro que não aceitava o fim do relacionamento; júri popular o condenou a 24 anos de prisão

Publicado em 14 de Julho de 2025 às 03:30

Públicado em 

14 jul 2025 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Há sete anos uma mãe aguarda o cumprimento do mandado de prisão contra o homem que matou sua filha. Fernanda Costabeber foi agredida e morta a tiros quando chegava em casa após a faculdade. Seu ex-companheiro, Girley Gomes de Araújo, não aceitava o fim do relacionamento. Foragido, ele não compareceu ao júri popular, onde foi condenado a 24 anos de prisão.
Para Arlete Costabeber Silva, mãe da jovem que cursava Psicologia, a sensação ainda é de impunidade. “Todo dia penso na minha filha, morta por vingança, de uma forma tão cruel. E a gente não pode fazer nada. Ele foi condenado, mas continua livre”, desabafa.
O crime aconteceu no dia 17 de agosto de 2017. Era por volta das 22 horas quando Fernanda chegou em sua casa, no bairro Paraíso, em Cachoeiro de Itapemirim, Sul do Estado. Ela foi surpreendida pelo assassino, o ex-companheiro, na garagem. 
Girley foi preso de forma temporária,  mas acabou sendo solto um mês depois e não foi mais visto. Mas desde 2018 sua prisão preventiva voltou a ser decretada.
O júri popular foi realizado em abril de 2022 sem a presença dele. A sentença informa que ele foi condenado pelo feminicídio de Fernanda, por ela ter se recusado a pagar suas dívidas com a compra de drogas. Ele também não aceitava o fim do relacionamento.
Foi considerado ainda o fato dele não ter dado a ela chance de defesa. Ao surpreendê-la, à noite, passou a agredi-la antes de atirar e por fim a vida da jovem. Testemunhos à Justiça relataram que só foram ouvidos gritos da jovem seguidos de disparos.
O Tribunal do Júri de Cachoeiro fixou a pena em 24 anos de prisão, a ser cumprida em regime fechado.
A mãe, que reside no interior da cidade de Castelo, Sul do Estado, relata que a filha era o seu apoio e que a espera por uma solução para o caso vem fazendo com que perca as esperanças.
“Minha expectativa era de que ele fosse condenado e preso, mas não há nada que eu possa fazer. Ele segue livre, enquanto minha filha não pode realizar o sonho de concluir a faculdade, de se formar. Está morta”.
O advogado de defesa de Girley não foi localizado, mas o espaço segue aberto a sua manifestação.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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