Um dos pagamentos encontrados, por exemplo, foi destinado a uma loja de lingeries localizada na Praia do Canto. Notas fiscais anexadas ao processo indicam que foram gastos R$ 1.278 com a compra de pijamas.
No texto judicial é citado que há “fortes indícios” de que ela teria se apropriado de “vultosas quantias da vítima”, e que a conduta está ligada ao crime contra o médico.
O envenenamento foi confirmado em laudo de toxicologia forense, a partir de análise do cabelo do médico, e integra o processo.
O advogado de Bruna, James Gouvea Freias, assinalou que sua cliente não tem nenhuma relação com a tentativa de homicídio.
“Trata-se de acusação injusta porque ela não cometeu nenhum crime e isto será provado no curso do processo”.
Bruna é acusada de tentativa de homicídio por motivo torpe, com uso de veneno, de forma a impedir a defesa da vítima. E segundo a denúncia do MP, o crime praticado contra um idoso teve o objetivo de assegurar a impunidade ou vantagem de outro crime.
Por decisão da 1ª Vara Criminal de Vitória, responsável pelo Tribunal do Júri, ela segue presa no Presídio Feminino de Tucum, em Cariacica.
Na decisão é dito que a gravidade do caso, a forma como o crime foi praticado e a motivação impedem a concessão de medidas alternativas à prisão para Bruna.