De acordo com o titular da Sesp, o secretário Leonardo Damasceno, a ampliação dos equipamentos já foi solicitada ao Detran e a área de inteligência da Segurança Pública está avaliando os novos pontos para instalação.
Além das imagens, as câmeras também utilizam toda a tecnologia que envolve o cerco eletrônico e que permite, por exemplo, a identificação das placas dos carros e, por conseguinte, de seus proprietários.
Atualmente há apenas um ponto de monitoramento na avenida. “Queremos aumentar as possibilidades de identificação dos criminosos e desta forma desestimular a utilização da região com esta finalidade”, explicou Damasceno.
Em dezembro do ano passado, a coluna relatou um caso ocorrido nos primeiros dias daquele mês. Uma denúncia anônima levou a Guarda Municipal ao ponto onde um carro havia sido queimado e em seu interior foi localizado um corpo carbonizado com as mãos amarradas.
Os criminosos aproveitam a área de eucalipto e mata nativa que margeia a avenida para tentar desaparecer com provas e as vítimas de homicídios. Na região, além dos corpos, é comum encontrar ainda veículos queimados.
À época, o chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori, relatou que o objetivo dos criminosos é confundir as investigações.
Dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) revelam que, de 2014 até outubro do ano passado, a via foi citada em locais de homicídio em pelo menos 42 casos. Em alguns deles é informado que o crime aconteceu em outra cidade, mas que corpo foi “desovado na Avenida Audifax Barcelos”.