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Julgamento

Morte de empresário no ES: esposa e sogro condenados por crime

Assassinato aconteceu há 12 anos em Santa Maria de Jetibá; Arnaldo Tesch, 36 anos, foi emboscado em sua fábrica e morto com uma facada

Publicado em 08 de Julho de 2024 às 03:30

Públicado em 

08 jul 2024 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

júri
Remi Pereira dos Santos e Gilvana Pires Pereira Tesch Crédito: Arte - Sabrina Cardoso com Microsoft Designer
Era por volta das 3 horas deste domingo (7) quando a sentença terminou de ser lida, pondo fim a três dias de julgamento. “Na hora fiquei em choque. Não o teria de volta, mas agradeci por estar sendo feita justiça para meu irmão”, desabafou Lourival Tesch. Ele se refere a decisão do Tribunal do Júri de Vitória, que condenou a mulher e o sogro pelo assassinato do empresário Arnaldo Tesch, ocorrido em Santa Maria de Jetibá, em outubro de 2012.
Gilvana Pires Pereira Tesch recebeu 22 anos de prisão, e Remi Pereira dos Santos, 20 anos e 6 meses de detenção. Ambos devem cumprir suas penas em regime fechado. A defesa dos dois adiantou que irá recorrer contra a decisão, assinalando que o resultado do julgamento “vai contra as provas existentes no processo”.
Em relação aos réus, na sentença é informado que agiram com elevado grau de culpabilidade. “Restando demonstrado o absoluto desprezo e total insensibilidade para com a vida humana, mediante sua conduta altamente repugnante”, é dito no texto assinado pelo presidente do Tribunal do Júri de Vitória, o juiz Carlos Henrique Rios do Amaral Filho.
Em relação a Gilvana, é informado que o comportamento dela no momento dos fatos fugiu “aos padrões mínimos de normalidade”. A acusada portou-se com grande agressividade e demonstração de absoluta impiedade”.
Aos 83 anos, a mãe do empresário, Maria Tesch, não conseguiu acompanhar o julgamento. Em março deste ano ela relatou à coluna a sua luta por justiça nos últimos 12 anos. Foi comunicada da decisão pelo filho Lourival na manhã deste domingo (7).

O crime

O empresário Arnaldo Tesch, 36 anos, realizava a expansão de sua fábrica de pallets, localizada a poucos metros da casa de sua mãe, na região de Córrego do Ouro, em Santa Maria de Jetibá, Região Serrana do Estado. Foi emboscado em seu local de trabalho e morto com uma facada nas costas, em 10 de outubro de 2012.
Segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo, Gilvana e Remi estavam no local do crime e sinalizaram para três invasores. No texto de condenação é informado que os réus praticaram “crime de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima”.
Arnaldo é descrito como um “homem muito trabalhador”. “De cultura pomerana, casou-se com a acusada, que por sua vez, não conseguia entender uma vida sem luxos ou regalias, apesar da excelente condição financeira”.
É informado que o casamento dele com Gilvana não estava bem e que era marcado por violência doméstica. Ela tentou a separação, chegou a buscar um advogado e contador para fazer um inventário dos bens que seriam divididos pelo casal. “Ao constatar que a separação não seria um bom negócio em termos financeiros, a mesma conseguiu que a vítima fizesse um seguro de vida com valores altíssimos em seu nome”.
E na sequência planejaram o crime: “Depois de tudo entabulado, uma vez que, o patrimônio já estaria assegurado, iniciou-se o processo de dar fim à vida do marido e para isso, contou com a complacência e ajuda efetiva do corréu (Remi)”.
O empresário foi atingido com uma facada que perfurou o pulmão esquerdo, saco pericárdico e o coração. Um ferimento, é relatado na denúncia, “com grande quantidade de sangramento”. De acordo com os promotores, além de aplicar a facada, eles a torceram no corpo, aumentando a lesão. Os invasores nunca foram localizados.

Família destruída

Para o MPES a justiça foi feita de acordo com as provas existentes no processo. Mas observa que se trata de uma tragédia que destruiu uma família, considerando que na época do crime a vítima tinha duas filhas adolescentes que foram impactadas pelos fatos.
“Um trabalho feito com afinco, mas não há o que comemorar. Uma família foi destruída por ambição e dinheiro”, acrescenta.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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