A reconstituição do crime foi agendada para a próxima quarta-feira (11), a partir das 18 horas. Será realizada por perito da Polícia Científica do Estado do Espírito Santo (PCIES) e tem o objetivo de esclarecer e entender a dinâmica da ação.
Vão participar da reprodução simulada, como testemunha ou envolvido, os seguintes militares:
Em maio do ano passado a Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte apontando que dois militares poderiam responder por tentativa de homicídio. O inquérito foi encaminhado para o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que decidirá sobre o desfecho para o caso.
O processo tramita sob sigilo e ainda não há informações sobre a apresentação à Justiça de uma denúncia.
O advogado Pedro Lozer Pacheco representa os militares Rodrigo de Jesus Oliveira e Ramon Lucas Rodrigues Souza. Por nota, ele informa que ambos sempre colaboraram integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação, prestando depoimentos de forma transparente e relatando fielmente os fatos ocorridos.
“Desde o primeiro momento, os militares apresentaram sua versão com absoluta clareza, confiando no trabalho técnico das instituições encarregadas da apuração. O inquérito conduzido pela Polícia Civil, inclusive, reuniu elementos que corroboram a narrativa apresentada pelos policiais, indicando que a atuação se deu dentro das hipóteses legais de excludentes de ilicitude, especialmente no contexto de estrito cumprimento do dever legal e da legítima defesa”.
Acrescenta que a reconstituição representa mais “uma etapa natural e importante do processo investigativo, permitindo uma análise técnica e detalhada da dinâmica dos acontecimentos".
Lozer finaliza reafirmando “sua confiança no trabalho das instituições de justiça e que tem convicção de que a verdade dos fatos, já apresentada pelos militares e respaldada pelos elementos do inquérito, será devidamente reconhecida”.
O advogado Rodrigo Vidal de Freitas representa o 3º sargento Renan Pessimilio e o soldado Eduardo Nardi Ferrari. Por nota, ele reitera a “convicção de que seus assistidos agiram respeitando as diretrizes legais e amparados pelas excludentes de ilicitudes, o que certamente restará melhor sedimentado após mais essa diligência (reconstituição simulada) e o conjunto probatório que será produzido ao longo de todo procedimento”.
E finaliza: “Ressalto que, qualquer manifestação sobre os fatos de forma mais abrangente e específica poderá se revelar imprudente neste momento, vez que a prova ainda não foi produzida, todavia, ao final do procedimento administrativo que julgará a conduta dos respectivos militares, a Defesa ficará à disposição para eventual manifestação e esclarecimento. Mas, reafirmo a confiança no trabalho das instituições envolvidas nessa apuração.”
Os advogados dos demais policiais não foram localizados. O espaço segue aberto à manifestação.