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Crime em Colatina

Morte de jovem em ação policial no ES terá reconstituição do crime

Danilo Lipaus, de 20 anos, foi morto em fevereiro do ano passado com cinco tiros; ele não parou em quatro abordagens policiais

Publicado em 09 de Março de 2026 às 09:42

Públicado em 

09 mar 2026 às 09:42
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Morte jovem Colatina
Crédito: Arte - Camilly Napoleão /
Seis policiais militares foram convocados para participar da reconstituição da ação policial que resultou na morte do vistoriador Danilo Matos Lipaus, de 20 anos, em Colatina, Noroeste do Espírito Santo.
O crime aconteceu na madrugada do dia 1º de fevereiro do ano passado. O jovem foi atingido por cinco tiros e a informação é de que foram feitos mais de 40 disparos contra o veículo que ele usava, uma Fiat Strada branca, que não parou em quatro abordagens policiais.
A reconstituição do crime foi agendada para a próxima quarta-feira (11), a partir das 18 horas. Será realizada por perito da Polícia Científica do Estado do Espírito Santo (PCIES) e tem o objetivo de esclarecer e entender a dinâmica da ação.
As abordagens policiais que envolveram o jovem ocorreram nas ruas entre os bairros São Braz e Aeroporto. Mas foram solicitados os policiais que se envolveram ou testemunharam o momento final da ocorrência.
Vão participar da reprodução simulada, como testemunha ou envolvido, os seguintes militares:
  • Rodrigo de Jesus Oliveira - 3º Sargento  
  • Ricardo Nascimento dos Santos - soldado
  • Ramon Lucas Rodrigues Souza - soldado 
  • Dearli De Jesus Almeida Junior - soldado
  • Renan Pessimilio - 3°  sargento 
  • Eduardo Nardi Ferrari - soldado 
Ela foi solicitada pela defesa de dois militares - Renan Pessimilio e Eduardo Nardi Ferrari - no contexto da investigação que está sendo conduzida pela Corregedoria da Polícia Militar. Foram instaurados conselhos de Disciplina, que vão avaliar a conduta dos militares que participaram da ação que culminou na morte do vistoriador (vídeo abaixo).

Outra investigação

Em maio do ano passado a Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte apontando que dois militares poderiam responder por tentativa de homicídio. O inquérito foi encaminhado para o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que decidirá sobre o desfecho para o caso.
O processo tramita sob sigilo e ainda não há informações sobre a apresentação à Justiça de uma denúncia.

O que diz a defesa

O advogado Pedro Lozer Pacheco representa os militares Rodrigo de Jesus Oliveira e Ramon Lucas Rodrigues Souza. Por nota, ele informa que ambos sempre colaboraram integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação, prestando depoimentos de forma transparente e relatando fielmente os fatos ocorridos.
“Desde o primeiro momento, os militares apresentaram sua versão com absoluta clareza, confiando no trabalho técnico das instituições encarregadas da apuração. O inquérito conduzido pela Polícia Civil, inclusive, reuniu elementos que corroboram a narrativa apresentada pelos policiais, indicando que a atuação se deu dentro das hipóteses legais de excludentes de ilicitude, especialmente no contexto de estrito cumprimento do dever legal e da legítima defesa”.
Acrescenta que a reconstituição representa mais “uma etapa natural e importante do processo investigativo, permitindo uma análise técnica e detalhada da dinâmica dos acontecimentos".
Lozer finaliza reafirmando “sua confiança no trabalho das instituições de justiça e que tem convicção de que a verdade dos fatos, já apresentada pelos militares e respaldada pelos elementos do inquérito, será devidamente reconhecida”.
O advogado Rodrigo Vidal de Freitas representa o 3º sargento Renan Pessimilio e o soldado  Eduardo Nardi Ferrari. Por nota, ele reitera a “convicção de que seus assistidos agiram respeitando as diretrizes legais e amparados pelas excludentes de ilicitudes, o que certamente restará melhor sedimentado após mais essa diligência (reconstituição simulada) e o conjunto probatório que será produzido ao longo de todo procedimento”.
E finaliza: “Ressalto que, qualquer manifestação sobre os fatos de forma mais abrangente e específica poderá se revelar imprudente neste momento, vez que a prova ainda não foi produzida, todavia, ao final do procedimento administrativo que julgará a conduta dos respectivos militares, a Defesa ficará à disposição para eventual manifestação e esclarecimento. Mas, reafirmo a confiança no trabalho das instituições envolvidas nessa apuração.”
Os advogados dos demais policiais não foram localizados. O espaço segue aberto à manifestação.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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