Até o início do mês de agosto, entre as dezenas de crimes de homicídio e tentativa de homicídio que vão passar pela avaliação da Primeira Vara Criminal de Vitória, responsável pelo Tribunal do Júri da Capital, pelo menos nove se destacam. São casos que envolvem um grande número de vítimas ou que tiveram muita repercussão. Entre eles está o assassinato de um músico, o atropelamento de uma modelo em Camburi e as mortes decorrentes de um racha na Terceira Ponte.
Dos nove casos destacados pela coluna, para três vão ser realizadas audiências de instrução, etapa anterior ao julgamento, quando os acusados e as testemunhas serão ouvidas pela Justiça. Em outros seis processos, as pessoas que foram denunciadas pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) pelos crimes de assassinato ou tentativa, vão sentar no banco dos réus.
O mais antigo tramita há 12 anos. Trata-se do assassinato
do empresário Arnaldo Tesch, cuja esposa, Gilvana Pires Pereira Tesch, e o pai dela, Remi Pereira dos Santos, com 35 e 60 anos na ocasião, foram apontados como responsáveis pelo crime, ocorrido em 2012 em Santa Maria de Jetibá. O processo foi transferido para ser julgado em Vitória, mas o júri já foi adiado algumas vezes.
Também vão ser julgados dois, dos três Irmãos Vera - assim conhecidos em referência à mãe -, por crimes de homicídio e tentativa contra quatro pessoas. Eles são vinculados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) e foram presos no final do ano passado em operações da Polícia Civil e Militar.
As datas das audiências e julgamentos foram agendadas pelo Juízo da Primeira Vara Criminal de Vitória, responsável pelo Tribunal do Júri da Capital.