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União de criminosos

Pix do crime: como facções do ES se uniram para comprar mais armas

A forma de arrecadar recursos foi identificada em investigação do MP, que realizou operação contra três grupos criminosos nesta terça-feira (25)

Publicado em 26 de Novembro de 2025 às 03:30

Públicado em 

26 nov 2025 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Pix e armas
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly
Um pix do crime foi criado por integrantes de três facções do Espírito Santo para receber recursos que eram destinados à compra de armas. O objetivo era se defender de eventuais ataques de um rival em comum: o Primeiro Comando de Vitória (PCV).
A chave pix, por eles denominada de “Central do Pix” ou “Pix do Progresso”, foi divulgada em mensagens de um grupo de Whatsapp, de nome Progresso Complexo, da qual faziam parte cerca de 15 pessoas.
São integrantes de três organizações criminosas: Terceiro Comando Puro (TCP), Primeiro Comando da Capital (PCC) e Associação Família Capixaba (AFC).
Além de fazer as contribuições, eles usavam o grupo para prestações de contas e ainda para deliberar sobre as compras de armas de fogo e de drogas.
Nesta terça-feira (25) eles foram alvo da Operação Ordem e Progresso, realizada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-Central). Contaram com o apoio da Secretaria de Estado da Justiça (SEJUS), do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES e da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo.
Por nota, informaram que as investigações revelaram que, apesar de independentes, essas facções teriam estabelecido uma aliança voltada à cooperação e ao fortalecimento de suas posições.
O objetivo era se preparar para possíveis ataques rivais desferidos contra as suas comunidades, todas situadas em Cariacica: região de Mata da Praia, que abrange as localidades conhecidas como “Buraco do Sapo”, Dom Bosco, Nova Valverde, Nova Brasília, Santa Cecília e Rio Branco.

A investigação

A investigação teve início com a apreensão de um aparelho telefônico em poder de um detento da Penitenciária Semiaberta de Cariacica, enquanto estava trabalhando em uma empresa conveniada.
No aparelho foi descoberto o grupo usado para gestão do tráfico na região, onde ficou evidenciada a articulação entre as três organizações criminosas. Uma parceria que já começou a ser percebida em outras operações realizadas desde o final de 2022.
Em uma delas também foram localizadas mensagens em um grupo de WhatsApp do PCC, onde divulgaram uma relação das facções aliadas e inimigas no Brasil e em países vizinhos. Na lista aparece a AFC como sendo grupo aliado no Espírito Santo.
Outro ponto de convergência vem do fato de que no Rio o TCP é um aliado do PCC, onde possuem um inimigo em comum, o Comando Vermelho (CV). Uma aliança que tem ecos no Estado, considerando que criminosos daqui também estão foragidos em bairros e comunidades cariocas.
Durante a operação foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e mandados de busca e apreensão em dez endereços no município de Cariacica e um em Vitória, além de diligências realizadas em celas ocupadas por investigados atualmente custodiados no sistema prisional.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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