Os três policiais militares que se tornaram réus em ação penal sob a acusação de morte de um jovem na segunda ponte, em Vitória, vão ser ouvidos pela Justiça do Espírito Santo. Foi marcada para o dia 21 do próximo mês a primeira audiência de instrução do caso, quando começa a ser ouvido o depoimento das testemunhas e realizado o interrogatório dos acusados.
Em decisão do último dia 8, o Juízo da 4ª Vara Criminal de Cariacica — responsável pelo Tribunal do Júri da cidade —, também manteve a prisão preventiva de um dos militares, negando o pedido de sua defesa.
O texto informa que se trata de um crime grave, praticado contra um adolescente: “Sem chances de esboçar qualquer reação de defesa”. E volta a falar sobre a conduta dos denunciados pela morte ao negar o relaxamento da prisão.
“As condutas supostamente praticadas apresentam-se extremamente graves e o modus operandi empregado caracteriza a gravidade em concreto do crime e revelam a periculosidade dos acusados”.
Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), vão responder por homicídio qualificado, praticado por agente da lei, e em conjunto, os seguintes militares:
Ao chegarem ao local, os militares foram informados pela Polícia Civil que o documento estava vencido e que, por isso, ele não poderia ser apreendido. De acordo com as investigações, os policiais, então, teriam colocado Kaylan novamente na viatura e informado que iriam levá-lo até a sua casa.
Os advogados de defesa dos soldados Luan e Leonardo optaram por não se manifestarem sobre a decisão.
O advogado Lucas Kaiser Costa, que faz a defesa do cabo Franklin, informou que foi intimado e que, no momento, não pretende recorrer contra a decisão.
Acrescentou que pretende aguardar os desdobramentos, com o depoimento das testemunhas e a produção das demais provas, assinalando que elas vão ajudar a corroborar a tese defensiva. “Espera-se que após a instrução processual, o fato se elucide e se demonstre o equívoco da acusação”.