Um policial penal que atuava como chefe de segurança da Penitenciária de Segurança Máxima II, e uma liderança do tráfico de Viana, integrante do Primeiro Comando de Vitória (PCV), foram presos na manhã desta sexta-feira (8). Os dois são acusados de planejar vários crimes, incluindo um esquema para matar um preso dentro da unidade e que seria rival do traficante. Eles contaram com a possível ajuda de uma terceira pessoa, uma mulher que também é policial penal, que não foi detida.
Foram cumpridos dois mandados de prisão e três de busca e apreensão nas cidades de Viana e Vila Velha, com apreensões de celulares, notebooks, armas de fogo na casa dos suspeitos.
As ações fazem parte da segunda
fase da Operação Trash Bag, foi conduzida pelo Grupo Especial de Trabalho em Execução Penal (GETEP) do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), com apoio da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), responsável pela gestão das unidades prisionais, e da Polícia Penal.
Foi a arma ilegal encontrada na casa dele a chave para a realização da segunda fase. As investigações apontam que ela seria entregue a um detento, dentro da Máxima II, para que executasse um outro prisioneiro ou até uma fuga. A morte encomendada era de um rival do traficante, e que o tinha antecedido na liderança na região de Viana.
As investigações apontam que o policial penal que era chefe de segurança, envolvido no suposto esquema para matar um detento da Máxima II, teria sido cooptado pelo traficante. E ainda teria, supostamente, recebido valores mensais para deixar entrar na unidade objetos ilícitos, como aparelhos celulares, drogas e materiais cortantes, além de repassar informações e fazer “vista grossa” durante as revistas das celas onde se encontram aliados do traficante, o que poderia indicar a realização de outros eventos criminosos.
Há ainda indícios de que o policial penal vinha ameaçando possíveis testemunhas dos crimes praticados por eles com o objetivo de ocultar provas.
Um dos detidos acima era chefe de segurança da principal unidade prisional do Estado, onde estão detidos os presos de mais alta periculosidade.
Por nota a Sejus informa que "os trabalhos desta sexta-feira (9) foram conduzidos pelo Grupo Especial de Trabalho em Execução Penal (GETEP), com apoio da Subsecretaria de Inteligência Penitenciária da Sejus e com execução das ações pela Polícia Penal".
A coluna tenta contato com a defesa dos acusados. O espaço segue aberto para a manifestação.