De acordo com o prefeito da cidade, Renzo Vasconcelos, o trabalho será orientado por um mapeamento das áreas com este tipo de pichação, que vão ser apagadas pelos servidores que atuam na Secretaria de Obras.
Há registros em muros, mas a maior parte da limpeza será realizada em postes, com destaque para pontos dos seguintes bairros: Ayrton Senna, São Marcos e São Miguel.
“Nosso objetivo é mostrar para esses criminosos que em Colatina o tráfico não vai prosperar e dominar a cidade. Nós temos o poder de todas as áreas, e as que foram vandalizadas, vão ser cuidadas, recuperadas”, relata.
Em paralelo, relata Vasconcelos, além da recuperação da estrutura física, haverá uma atuação também voltada aos serviços sociais e de saúde nas localidades mais periféricas do município.
A Polícia Militar e a Guarda Municipal da cidade tem se revezado em acompanhar o trabalho realizado pelos servidores municipais, garantindo a segurança das equipes.
Entre o final do ano passado e os primeiros meses deste ano, conflitos entre grupos criminosos resultaram em mortes e violência em bairros de Colatina. Mas a
violência envolvendo a Tropa do Urso vem apresentando sinais de queda.
“As ações do tráfico ainda se fazem presentes, mas a resolução violenta dos conflitos diminuiu”, relata o titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Colatina, delegado Deverly Pereira Junior.
Reflexo das
várias operações realizadas na região, incluindo uma com a participação da Polícia Federal. O novo cenário pode fazer com que o município encerre o ano, segundo o delegado, com cerca de 20 homicídios. “O que poderá nos levar ao melhor resultado dos últimos quatro anos”, explica.
Seis deles são da 1ª Vara Criminal de Colatina, cinco outros da 2ª Vara Criminal de Aracruz, há ainda decisões judiciais da Serra, Vila Velha e João Neiva. Tratam-se de casos de homicídios, tráfico de drogas e posse ilegal de armas.
Bryan figura ainda no rol dos dez criminosos mais procurados do Estado e é descrito como traficante que tem “forte atuação nas regiões Norte e Noroeste do Espírito Santo”.
Também é apontado como sendo o intermediador e facilitador de acordos estabelecidos entre criminosos do Espírito Santo e os do Estado do Rio de Janeiro.