Josileide Neiman Sales foi localizada em uma operação conjunta realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Espírito Santo (Ficco-ES) e pelo serviço de inteligência da Polícia Militar do Espírito Santo.
Em nota, a Polícia Federal informou que, a partir da operação, a advogada passou a ser apontada como uma das integrantes da organização criminosa, que atuava com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro e segurança privada clandestina e armada na região de Viana e Cariacica.
As investigações também revelaram que, mesmo com o principal líder da organização preso, o grupo criminoso continuava a atuar com o auxílio de familiares e advogados que serviam como intermediários externos, repassando ordens e gerenciando ativos ilícitos.
Os investigados na Operação Selati, segundo nota da PF, já são réus em ação criminal, respondendo pelos crimes de organização criminosa armada, tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo, lavagem de dinheiro e violação à legislação que regulamenta a segurança privada no Brasil.
"A prisão da advogada representa o encerramento da fase de cumprimento dos mandados expedidos na operação e reforça o compromisso das forças de segurança com a responsabilização penal de todos os envolvidos, independentemente de sua condição profissional", informa, em nota, a Ficco-ES, coordenada por integrante da Polícia Federal.
A defesa de Josileide é realizada por Lorraine Angela da Vitória Arcanjo. Ela adiantou que irá recorrer contra a decisão de prisão contra a sua cliente. “Uma vez que se trata de uma decisão que, além de desproporcional, afronta prerrogativas profissionais da advocacia, asseguradas por lei. Entre elas, destacamos a violação ao direito de cumprimento da prisão em local compatível com a função exercida”.
Relata que no último dia 26 de junho havia sido concedida uma decisão favorável à liberdade de Josileide. “O juízo, à época, reconheceu que tanto a defesa quanto a própria Dra. Josileide demonstra total interesse na rápida e efetiva resolução do caso”, disse, acrescentando que segue “confiante na Justiça e na preservação do devido processo legal”.