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Crime

Quem é o único foragido pela morte de empresário na Praia da Costa

Bruno Nunes da Silva é apontado na denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) como o organizador da logística do crime

Publicado em 08 de Agosto de 2025 às 20:02

Públicado em 

08 ago 2025 às 20:02
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Foragido - caso empresário praia da costa
Foragido - caso empresário praia da costa Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly
Dos cinco que se tornaram réus pela morte do empresário Wallace Borges Lovato, na Praia da Costa, em Vila Velha, um ainda segue foragido. Trata-se de Bruno Nunes da Silva, apontado na denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) como sendo o organizador da logística do crime e pela intermediação com os outros quatro acusados. 
À Justiça foi relatado que ele era o contato do suposto mandante do assassinato,  Bruno Valadares Almeida. A coluna apurou que as investigações teriam apontado a existência de pagamentos mensais feitos a Nunes, em torno de R$ 10 mil.
Em sua denúncia, o MP relata que coube a Nunes, a contratação dos outros três envolvidos no crime: Arthur Laudevino Candeas Luppi; Arthur Neves de Barros; e Eferson Ferreira Alves. Ele também teria viabilizado condições para a obtenção dos veículos para a ação e fuga.
O Fiat Pulse usado no dia do crime, por exemplo, foi trazido de Minas Gerais por Laudevino. Já o Fiat Argo usado na fuga, segundo a investigação, teria sido alugado por Eferson em Teixeira de Freitas, na Bahia. Carro que também foi utilizado  por Eferson e Bruno Nunes para ir à Paraíba buscar Arthur Neves, e levá-lo até Vila Velha, descreve a denúncia.
O plano inicial era o de que Eferson fosse o motorista no dia do crime, mas ele desistiu. “Embora não tenha assim agido, também concorreu para o crime, pois, em unidade de desígnios com os demais, reservou um apartamento para que ele próprio e o executor se hospedassem em Vila Velha”, relata a denúncia.
E apontado que eles permaneceram 15 dias no local onde teriam planejado o crime. A denúncia do MP revela que as participações foram assim distribuídas:
  • Bruno Valadares de Almeida - apontado como mandante,  preso 
  • Bruno Nunes da Silva - apontado como organizador da logística do crime - foragido
  • Arthur Laudevino Candeias Luppi - apontado como motorista - preso
  • Arthur Neves de Barros - apontado como executor - preso
  • Eferson Ferreira Alves - aluguel de carro e hospedagem - preso
O crime aconteceu em 9 de junho, em frente a empresa de Lovato. Ele se preparava para entrar em seu carro quando foi morto.

Prisões e fugas

Segundo as investigações, Arthur Neves e Laudevino fugiram do local do crime em um Fiat Pulse, que posteriormente foi abandonado próximo a alça da Terceira Ponte, em Vila Velha. Lá estaria Bruno Nunes, com um Fiat Argo.
Juntos seguiram para a região de Ibiraçu, e próximo ao Buda o trio teria se separado. Bruno Nunes e Arthur Neves seguiram em um Voyage e Laudevino permaneceu com o Argo, todos rumo a Teixeira de Freitas, na Bahia.
De lá Arthur Neves foi para a Paraíba, para a cidade de Sumé, de moto. Dias depois, na cidade vizinha, a moto e celulares foram queimados. Separado do grupo, Eferson também retornou para a Bahia.
O Voyage retornou ao Espírito Santo com Bruno e Laudevino, que permaneceram em Vila Velha até as investigações sobre o crime começarem a ser divulgadas. Momento em que Laudevino voltou para Minas Gerais e Bruno Nunes retornou para Teixeira de Freitas.
Laudevino acabou sendo preso por uma equipe da Polícia Civil em Minas Gerais. Eferson conseguiu fugir, mas dias depois se apresentou à Polícia.  Arthur Neves foi preso na Paraíba, assim como o suposto mandante, Bruno Valadares.
O único que segue foragido é Bruno Nunes. Contra ele há mandado de prisão ainda não cumprido.

O que dizem as defesas

O advogado Jonatas Pires, que representa Bruno Valadares, informa que já há um recurso tramitando no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) pedindo a soltura de seu cliente.
“Em paralelo vamos aguardar a tramitação do processo para termos a oportunidade de responder a acusação alegando a inocência do meu cliente e mostrando a sua versão dos fatos”.
Leandro Cassio Mantovani é responsável pela defesa de Arthur Laudevino Candeias Luppi. Informa que, a defesa dará início, de forma imediata e coordenada, à fase de apresentação da resposta à acusação. “Bem como à formulação de pedidos de liberdade e demais medidas oportunas, assegurando o pleno exercício do direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório”.
“Todos os atos serão conduzidos com rigor técnico e atenção às particularidades do caso, reafirmando o compromisso com uma atuação proativa e responsável, em estrita observância aos direitos do senhor Arthur Laudevino Candeias Luppi”.
A defesa dos demais acusados não foi localizada, mas o espaço segue aberto à manifestação.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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