Segundo sentença do Juízo da 4ª Vara Criminal de Cariacica, responsável pelo Tribunal do Júri daquela cidade, vão ser julgados:
Foram mantidas ainda as prisões de Érica, Eduardo e Eric. “As condutas em tese praticadas pelos acusados afiguram-se extremamente graves, e o modus operandi em tese empregado revela a periculosidade dos mesmos, demonstrando a necessidade de suas custódias cautelares como forma de garantir a ordem pública”. Para Luana foi mantida a liberdade provisória.
O advogado Rafael Almeida de Souza, que faz a defesa de Eric e Luana, informou que irá recorrer contra alguns pontos da sentença. “Por entender que não ficaram comprovados durante a instrução”, acrescentou.
Os advogados de Érica e Eduardo não foram localizados. O espaço segue aberto para suas manifestações.
Eles acabaram sendo flagrados pelos policiais militares, quando teve início uma perseguição policial realizada pelos policiais Bruno Mayer Ferrani e Paulo Eduardo Oliveira Celini. Os dois foram emboscados na Rua Manoel Freire, em Santa Bárbara, Cariacica.
Segundo o descrito na sentença, Eduardo conseguiu sair do carro sem que os PMs percebessem e se dirigiu para outro lado da viatura, o que favoreceu a emboscada. Momento em que ele e os demais acusados, que estavam dentro do veículo, atiraram contra os policiais.
“Ante o exposto, é evidente que o duplo homicídio em tela foi praticado mediante emboscada, uma vez que os denunciados dissimularam que iam se submeter a abordagem realizada pelos policiais militares, quando, em verdade, já haviam premeditado/planejado alvejá-los com disparos de arma de fogo, de modo a impossibilitar que se defendessem”, é dito na sentença.
Apesar de serem resgatados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhados ao Hospital Meridional, em Cariacica, a dupla de PMs não resistiu aos ferimentos.
Eric e Luana abandonaram o Fox branco e foram presos em Padre Gabriel, bairro de Cariacica. Já Érica e Eduardo foram presos em um motel, na mesma cidade. Com eles a polícia encontrou uma das armas usadas no crime e as armas furtadas dos policiais. Ao ser detido, Eduardo apresentou o nome falso de Marcelo Gomes Freitas.