A cada dez júris populares realizados no Espírito Santo, nove terminam com sentenças de condenação de um ou mais réus, revela estudo realizado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
Entre janeiro até a metade de outubro deste ano foram realizados 695 júris populares. Em 90% deles a decisão final do processo acompanhou a denúncia realizada pelos promotores de Justiça.
O que corresponde a 625 casos de sentenças favoráveis ou parcialmente favoráveis, contra 70 contrárias.
De acordo com o procurador-geral de Justiça Francisco Martinez Berdeal, os dados mostram uma atuação eficaz da instituição nos casos encaminhados para o Tribunal do Júri.
“O número revela um fortíssimo trabalho do MP para que não haja impunidade, bem como comprometimento com a segurança pública do Espírito Santo”, destacou Berdeal durante a sua participação na 20ª edição do Pedra Azul Summit, organizado pela Rede Gazeta.
Um enfrentamento à violência urbana, destacou Casagrande, feito com ações que integram todos os poderes e instituições.
Os números apresentados pelo MP se referem a casos que são de atribuição do júri popular, como infanticídio, aborto e induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.
Berdeal observa que a atuação dos promotores em casos como este tem feito com que muitas lideranças desses grupos criminosos permaneçam presas em decorrência das sentenças, muitas delas impondo penas elevadas. Ação que impacta na diminuição das mortes violentas e da impunidade.