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Evolução

Redução de mortes violentas no ES pode atingir recorde histórico

O Estado pode encerrar o ano com menos de 900 homicídios, informou o governador Renato Casagrande  em sua palestra no Pedra Azul Summit

Publicado em 24 de Novembro de 2024 às 11:25

Públicado em 

24 nov 2024 às 11:25
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Conflito de facções
Crédito: Arte - Geraldo Neto
O Espírito Santo pode alcançar um recorde histórico ao encerrar o ano com menos de 900 homicídios, o que representa o menor volume de mortes violentas intencionais já registrado em quase três décadas. O levantamento dos anos anteriores mostra que a última vez em que o Estado chegou a este patamar foi em 1996.
O relato foi feito pelo governador Renato Casagrande em sua palestra na 19ª edição do Pedra Azul Summit, neste sábado (23), realizada pela Rede Gazeta.
“É um avanço importante, histórico, a se registrar, mas não há comemoração nenhuma enquanto uma pessoa estiver perdendo a vida. Mas vamos continuar melhorando”, disse.
Apesar da queda nos indicadores, ele reconhece que a percepção das pessoas é diferente. “O fato é que todo mundo tem curiosidade, quer saber como os fatos aconteceram, a exposição aos atos violentos é grande, e por isto a sensação de segurança diminui”, observa.

Dados

Até o mês de outubro o Estado acumulou uma redução superior a 12% no número de homicídios dolosos, aqueles em que houve a intenção de matar. E a perspectiva é de que este percentual se mantenha até o fechamento de dezembro, caso nenhum fato muito atípico aconteça no período, segundo o diretor-geral do Instituto Jones dos Santos Neves, Pablo Lira.
“O Espírito Santo tem condições de finalizar o ano com um recorde histórico no número de homicídios, com menos de 900 casos em números absolutos”, destaca.
Ele ressalta que entre os anos de 1996 e 2024, houve um pico em 2009, quando foram registrados 2.034 mortes violentas intencionais. Um período em que se chegou a uma taxa de 58 homicídios a cada cem mil habitantes, tornando o Estado o segundo mais violento do Brasil.
“Foi um momento bem difícil da história do Espírito Santo, quando vivíamos a crise do sistema penal”, observa Lira
Neste período houve uma outra exceção, que surgiu em um momento de queda das taxas. Foi em 2017, ano em que ocorreu a greve dos policiais militares, quando o número de mortes violentas apresentou um crescimento.
Governador Casagrande no Pedra Azul Summit 2024
Governador Casagrande no Pedra Azul Summit 2024 Crédito: Carlos Alberto Silva

Novos recordes

Atualmente, a taxa de mortes violentas intencionais em terras capixabas varia entre 24 a 25 a cada  cem mil habitantes. Mas se os registros se mantiverem,  ela pode reduzir para 20 homicídios/cem mil habitantes.
“Novamente, se nenhum fato atípico acontecer,  O Estado terá a menor taxa de homicídios dolosos desde o final da década de 80, patamar registrado há 35 anos”, explica Lira.
Ele relata ainda que, caso este cenário de redução dos homicídios dolosos (intencionais) se mantenha, o Espírito Santo pode chegar a 2030 com taxas ainda mais baixas.
“Confirmando em 2024 essas projeções de 20 homicídios/cem mil habitantes, a gente tem condições de chegar até o final dessa década, antes de 2030 com uma taxa próxima de 10 homicídios/cem mil habitantes. Será uma conquista para a segurança pública do Estado, e estaremos no parâmetro tolerável de homicídio de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas (ONU).
Lira atribui a melhoria na redução das mortes violentas intencionais à integração de ações de repressão qualificada e às políticas de prevenção social.
“O Estado tem feito investimento significativos nas polícias, em tecnologias e em novos concursos. Temos o trabalho de integração no programa Estado Presente, e os municípios também têm participado ativamente, estruturando suas guardas municipais”, destaca.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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