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Operação Biscaia

Saiu do presídio com recados para venda de drogas e foi preso

Jovem foi detido após visitar pai em presídio no último domingo (12); as investigações do Ministério Público apontam que ele levaria mensagens de detentos para grupo criminoso  na região de Viana

Publicado em 14 de Maio de 2024 às 03:50

Públicado em 

14 mai 2024 às 03:50
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Preso na saída do presídio
Crédito: Arte - Geraldo Neto
Um jovem de 18 anos foi preso neste domingo (12) logo após visitar o pai, que se encontra em uma unidade do complexo prisional de Viana. As investigações do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) apontam que ele levaria mensagens de líderes criminosos detidos para outros integrantes em liberdade da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV).
O objetivo da troca de informações é o gerenciamento do tráfico — que inclui compra e venda de drogas e armas —, e ataques a grupos rivais.
As ordens eram repassadas por meio de mensagens escritas à mão, os chamados “catuques”,  que foram apreendidos. Entre elas havia até orientações de como o jovem deveria fazer para levar canetas para dentro dos presídios. Eram informações de como burlar o sistema de segurança nas revistas das unidades prisionais. 
O pai do jovem  é uma das lideranças com posição de destaque e comando no tráfico de drogas na região de Viana, sob ordens do PCV. Nas mensagens eram apontadas negociações a serem executadas;  e ações de gerenciamento, como levantamento dos quilos de droga vendidos, para quem vender,  onde buscar a droga, a quem fazer as encomendas, os pagamentos efetuados, cobranças a serem feitas, valores a serem levados ao presídio e negociações com outras lideranças ainda pendentes.
As visitas ao pai eram frequentes, como a realizada no último domingo (12). Em uma conversa por aplicativo de mensagem apreendida,  o jovem aponta que começou a participar das ações envolvendo o tráfico para ajudar o pai. Na rua fazia contato com várias lideranças, cumprindo as ordens e demandas paternas. Ele acabou sendo preso na saída do presídio. O nome dos envolvidos não foi revelado.
O grupo criminoso a que pai e filho pertencem tem atuação na Região Metropolitana, e vem sendo investigado há algum tempo. Os dados levantados revelaram que eles realizam diversas transações, como a compra de armas, munições e drogas. Material que ajuda a manter a facção e que é ainda utilizado posteriormente na defesa dos territórios e no tráfico.
A prisão faz parte da fase ostensiva da “Operação Biscaia”. O objetivo de investigar a atuação de integrantes do PCV em Viana e adjacências, e obter provas das atividades criminosas de seus membros. O trabalho foi realizado pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-CENTRAL), com o apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, Polícia Militar do Espírito Santo e da Secretaria de Estado da Justiça (SEJUS).

Outros casos

A comunicação de presos, principalmente de lideranças criminosas, por intermédio de “catuques” vem sendo combatida há alguns anos por intermédio de várias operações. Em dezembro do ano passado foi realizada a Operação Sintonia Fina, com foco em lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), após a apreensão de diversos bilhetes provenientes do sistema prisional.
Outra aconteceu em 2021, a Operação Armistício, quando 40 pessoas foram denunciadas, todas lideranças do PCV. Eles facilitavam a comunicação entre os detentos.  Em decorrência dela, cinco pessoas desta facção foram enviadas para o presídio federal de Porto Velho, em Rondônia.
No dia 29 de abril, a pedido do Gaeco-Central, Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo, liderança do PCV, foi para a unidade federal de Catanduvas, no Paraná. Um dos motivos de sua transferência foram denúncias de que ele teria dado ordens de morte, do interior do presídio de segurança máxima, para mortes ocorridas no bairro Itararé, em Vitória.
*****
*A colunista sai para um periodozinho de férias a partir de hoje, e no dia 3 de junho estará de volta. Até lá!

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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