Ele nega qualquer envolvimento no assassinato e afirma não existirem provas.
Na entrevista abaixo ele relata que os 21 anos desde a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) foram marcados por prejuízos financeiros e emocionais, mencionando a venda de bens e o impacto na saúde de sua família. Confira:
Eu sou inocente. Claro que eu sou inocente. Deus sabe, o que me deixa muito em paz. O que ele pensa é o que importa, não o que as pessoas falam ou escrevem. Aprendi que se você não puder fazer o bem, nunca faça o mal. E nunca me passou pela mente participar ou sujar as minhas mãos de sangue. Nunca.
A resposta é a mesma que dei a uma promotora do Ministério Público. Eu também estou atrás dessa resposta, porque até hoje não há nenhuma prova, nenhuma ligação com os outros acusados como mandantes do crime, um deles, inclusive, foi absolvido. Papel aceita tudo, agora, quero ver mostrarem prova. Com todo o respeito ao Ministério Público, sempre digo que a verdade existe e que a mentira é construída.
Eu também fiz as mesmas denúncias para o Tribunal, denunciando as dificuldades enfrentadas na 5ª Vara Criminal de Execuções Penais e defendi a necessidade de descentralização, o que foi feito nos anos seguintes.
São 21 anos de sofrimento, que afetaram a saúde da minha família, que nos trouxeram prejuízos com os recursos contra as decisões, em busca da verdade. Houve um mundo de mentiras a meu respeito e eu fui em busca da verdade. Gastei o fruto do meu trabalho e hoje eu não tenho nada. Moro em um apartamento alugado. Tive que vender tudo para custear a busca pela verdade, porque quero restabelecer minha dignidade, pela minha família.
Eu sempre acreditei na Justiça e espero que o Tribunal faça justiça, não se deixando levar pelas mentiras, pelo disse me disse, pelas falácias. Comecei minha vida profissional varrendo cartório, fui escrevente, tabelião no interior, defensor público, advogado, promotor de justiça, juiz e desembargador substituto. Nunca fiz nada de errado na vida.
Não penso nisso porque eu creio na justiça e ela será a minha absolvição. Eu sei que os desembargadores são homens altamente preparados e eu confio na Justiça.