Um conhecido criminoso do Espírito Santo foi detido no último dia 10 em uma operação da Polícia Federal. Ele é suspeito de negociar drogas para o Primeiro Comando da Capital, o PCC, no Espírito Santo.
José Antonio Marim Nogueira, mais conhecido como Toninho Pavão, volta ao presídio dois anos após ter deixado a unidade para cumprir o restante de sua pena em liberdade.
Pavão foi condenado a 64 anos em regime fechado por crimes variados. Cumpriu cerca de 20 anos de sua pena quando progrediu para o regime aberto em agosto de 2022. Foi detido na última quinta-feira (10), no hospital, quando fazia exames e se preparava para realizar uma cirurgia.
As investigações da Polícia Federal, que resultaram na Operação Ghosts, revelaram que os envolvidos movimentavam drogas, armas e veículos, buscando o fortalecimento e uma possível parceria da estrutura do PCC paulista com a organização instalada no Estado.
Por nota a Polícia Federal informou ainda que diversos investigados possuem várias passagens anteriores por crimes graves, como homicídio, roubo, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, além de figurarem como membros de facções criminosas.
Pavão foi levado para a Penitenciária de Segurança Máxima 2, no Complexo de Viana. Além dele foram detidas outras sete pessoas e cumpridos 12 mandados de busca e apreensão. Um trabalho realizado por 60 policiais federais, em cidades da Grande Vitória e em Anchieta, Sul do Espírito Santo.
Foi o celular de uma outra liderança do PCC presa que levou a identificação da participação de Pavão nas negociações criminosas. No equipamento apreendido foram encontradas informações que o apontam como possível fornecedor de drogas para a facção.
Charle era foragido do sistema prisional e suas ações na facção o levaram para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, por dois anos. Contra ele, havia um mandado de prisão por condenação com pena de 30 anos e 8 meses, além de outro mandado pelos seguintes crimes: homicídio, roubo a banco, extorsão mediante sequestro, tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Há três dias Pavão recebeu a concordância do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) para que pudesse passar o natal com o pai, em Aimorés, em Minas Gerais. Mas foi preso antes de receber a autorização da Justiça estadual.
Ao longo das últimas duas décadas, ele protagonizou inúmeras ações na criminalidade e chegou a ser apontado na lista dos mais perigosos do Estado. Confira o histórico:
Pavão é representado pelo advogado Wanderson Omar Simon. ele afirma que a prisão foi uma surpresa.
“Meu cliente estava morando na Serra, trabalhando, estava fichado em uma empresa e cumpria com regularidade as suas obrigações com a Justiça estadual, se apresentando a cada dois meses. Foi preso no hospital quando se preparava para fazer uma cirurgia”, relata.
Segundo Simon, a prisão de Pavão é temporária, por 30 dias. “Está sendo investigado em um processo que tramita sob sigilo. Houve busca e apreensão em sua casa, mas não foram encontradas armas ou drogas, nada ilícito foi encontrado. Espero que o andamento das investigações esclareçam os fatos”.