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Extorsão

Tráfico aumenta "pedágio" cobrado de empresas após confrontos no ES

A denúncia é de que precisam de mais recursos para fazer frente aos enfrentamentos com as forças de segurança e aos gastos com advogados

Publicado em 23 de Setembro de 2024 às 03:30

Públicado em 

23 set 2024 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Pedágio do tráfico
Crédito: Arte - Sabrina Cardoso com Microsoft Designer
Após confrontos em bairros de Vitória, o último deles no dia 19 resultou em um jovem baleado, os relatos são de que o tráfico decidiu aumentar o “pedágio” cobrado de comércio e empresas, incluindo as que fornecem o serviço de internet em comunidades de Vitória. Os valores, que variavam de R$ 3 mil a R$ 5 mil, podem chegar agora a R$ 15 mil.
As informações são de que as disputas por territórios enfraqueceram as finanças dos grupos criminosos, que mantêm suas principais lideranças escondidas no Rio de Janeiro. E agora precisam de mais recursos para fazer frente aos enfrentamentos com as forças de segurança e aos gastos com advogados.
Entre as comunidades alvo da cobrança do “pedágio” para quem fornece o serviço de internet estão Itararé, Morro do Macaco, Tabuazeiro, Santos Dumont, São Cristóvão e Maruípe.
É o tipo de ação que vem sendo posta em prática pelos faccionados do Terceiro Comando Puro (TCP), que trouxeram para o Espírito Santo a mesma extorsão adotada em bairros cariocas. No Estado, o TCP é comandado pelos três “irmãos Vera” — em referência ao nome da mãe deles.
Ocorre que dois deles foram presos em operações policiais: Luan Gomes Faria, o Kamu; e Gabriel Gomes Faria, o Buti. O terceiro, Bruno Gomes Faria, o Nono, em agosto foi condenado a 69 anos de prisão por assassinato e três tentativas. Está escondido no Rio de Janeiro, que também abriga outro foragido, Marcos Luiz Pereira Junior, o MK.
Os dois — Nono e MK — comandam de lá as extorsões, feitas por intermédio de vídeo chamadas. As recusas no pagamento são seguidas de ameaças a funcionários, que chegaram a ser detidos pelos traficantes, a familiares, e ao corte dos fios que levam o sinal às casas dos moradores. Também são impedidos de promoverem consertos e atender chamadas na região.
Quando as ameaças ocorrem, os funcionários, por medo, param de trabalhar. Os que podem transferem as atividades para home office. Moradores relatam que empresas e comerciantes já deixaram de prestar serviços em comunidades de Vitória em decorrência das ameaças.
Além do prejuízo com o pagamento de extorsões e com a suspensão do fornecimento do serviço, ainda continua sendo exigido o fornecimento de internet para o tráfico, em pontos apontados pelos traficantes, em geral utilizados para a implantação de câmeras, com o objetivo de vigiar a movimentação das polícias nos bairros.
O pagamento aos traficantes é feito por meio de Pix, para diferentes números de telefone, e de pessoas diferentes.

O que diz a polícia

A situação vem sendo investigada pela Polícia Civil, segundo o coordenador do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), delegado Alan Moreno de Andrade. Ele explica que detalhes não podem ser repassados para não interferir na apuração.
Ele destaca que qualquer pessoa que tenha informações que possa contribuir com as investigações pode repassar para o Disque-Denúncia 181.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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