Um deles é
Bruno Valadares de Almeida. Ele era diretor financeiro da empresa da vítima, que estava desconfiada das movimentações financeiras e de possíveis fraudes. Lovato chegou a contratar uma auditoria, relata a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
O texto ministerial informa sobre o suposto desvio praticado por Valadares. “Desconfiada, a vítima Wallace Borges Lovato contratou auditoria para apurar os fatos. Temendo ser descoberto e responsabilizado, Bruno Valadares resolveu matar a vítima, contratando, para tanto, Bruno Nunes como intermediário e organizador do crime”.
Há indícios, segundo as investigações sobre o caso, de possível utilização de notas fiscais fictícias envolvendo até mesmo empresas do próprio Valadares. Os valores obtidos neste processo teriam sido destinados à compra de bens e imóveis em variados municípios do Espírito Santo. Há indicações até de gastos com procedimentos de estética e viagens internacionais.
O que atraiu a atenção da polícia é que estas movimentações estariam acima do padrão financeiro de Valadares.
A denúncia do MP aponta que estariam envolvidos no crime as seguintes pessoas:
Bruno Valadares de Almeida, de 39 anos, era diretor financeiro da empresa Globalsys, Foi preso no dia 12 de julho, suspeito de ser o mandante do assassinato do empresário Wallace Lovato, de 42 anos, dono da empresa.
O advogado Jonatas Pires, que representa Bruno Valadares, informa que já há um recurso tramitando no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) pedindo a soltura de seu cliente.
“Em paralelo vamos aguardar a tramitação do processo para termos a oportunidade de responder a acusação alegando a inocência do meu cliente e mostrando a sua versão dos fatos”.
Leandro Cassio Mantovani é responsável pela defesa de Arthur Laudevino Candeias Luppi. Informa que, a defesa dará início, de forma imediata e coordenada, à fase de apresentação da resposta à acusação. “Bem como à formulação de pedidos de liberdade e demais medidas oportunas, assegurando o pleno exercício do direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório”.
“Todos os atos serão conduzidos com rigor técnico e atenção às particularidades do caso, reafirmando o compromisso com uma atuação proativa e responsável, em estrita observância aos direitos do senhor Arthur Laudevino Candeias Luppi”.
A defesa dos demais acusados não foi localizada, mas o espaço segue aberto à manifestação.