Eles também vão responder pela tentativa de assassinato contra cinco policiais militares que atenderam a ocorrência, segundo sentença da 1ª Vara Criminal de Vitória desta terça-feira (1º), responsável pelo Tribunal do Júri da Capital.
Também foi mantida a prisão dos três réus. São eles:
Outras quatro pessoas que haviam sido denunciadas pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) não foram pronunciadas, ou seja, não foram encaminhadas ao júri popular, por não haver indícios de que tenham cometido crimes contra a vida, como é o caso de homicídios e as tentativas. São eles:
Na sentença é informado que os documentos referentes a eles vão ser encaminhados para uma outra vara criminal, que se encarregará de avaliar os crimes de que foram acusados, como associação para o tráfico de drogas, corrupção de menores, entre outros.
O advogado Hébener Brandão, que faz a defesa de Caio da Silva Estevão Batista, informa que a Justiça reconheceu que não havia indícios para que o seu cliente fosse a júri. “De forma clara e fundamentada, reconheceu a ausência de elementos mínimos que pudessem levar meu cliente a julgamento pelo Tribunal do Júri, razão pela qual foi proferida a impronúncia em relação aos crimes de homicídio consumado e tentado”.
Acrescenta que apesar do processo seguir para apuração de outros eventuais delitos, a defesa segue confiante. “Ao longo do trâmite processual restará igualmente demonstrada sua inocência quanto a tais acusações, afastando qualquer responsabilidade penal”.
Hykelmy é representado pelo advogado Winter Winkler. Ele destaca que a sentença acolhe a tese defensiva. “Hykelmy é inocente da acusação feita pelo Ministério Público, e com relação à imputação dos demais crimes remetidos à competência da vara residual, será de igual forma provada a inocência dele”.
A coluna não conseguiu contato com os demais advogados, mas o espaço segue aberto a suas manifestações.
Segundo denúncia do Ministério Público, os sete denunciados, entre eles os três que vão a júri, além de outros dois menores, integram facção criminosa na região do Bairro Gurigica, e que a liderança na ocasião era exercida por Gui Capeta.
É relatado que após a morte de um jovem, encontrado na rua com sinais de agressão, as pessoas denunciadas foram para a Avenida Leitão da Silva, com armas e tentaram fechar a via, nas proximidades do hospital. Carros foram incendiados.