A informação sobre a reestruturação está no ato normativo 200/2025. Nele é dito que o afastamento prolongado do juiz titular da 4ª Vara Cível de Vitória, “tem ocasionado prejuízos à prestação jurisdicional e ao cumprimento das metas nacionais do Poder Judiciário”.
Ele se refere às metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que cobram uma atuação mais rápida e eficiente, evitando o congestionamento e priorizando processos antigos. Por nota, o TJ informou que a decisão tem o objetivo de agilizar a tramitação processual.
O acervo da unidade totaliza 5.527 processos ativos, dos quais 2.379 estão conclusos aguardando despacho ou decisão do magistrado, além de outros 1.573 que também estão conclusos, só que há mais de 100 dias, de acordo com informações do painel de gestão do TJ.
Com a publicação, a 4ª Vara Cível de Vitória não poderá mais receber processos. E terá seu acervo distribuído para outros locais. O mesmo destino terão os servidores da secretaria e do gabinete do magistrado.
O documento relata que a medida faz parte da reorganização judiciária, que prevê "equalização da força de trabalho" e dos espaços físicos”. No caso de Vitória, as mudanças já levaram à redução de outras unidades cíveis. Das onze que haviam, restam agora oito.
O magistrado afastado ainda responde a outros quatro procedimentos administrativos disciplinares (PADs). A defesa de Camatta Rangel não se manifestou sobre a decisão.