Uma das muitas situações a que foi submetida a jovem foi descrita pela delegada que investigou o caso, Maria da Glória Pessotti. "Quando ela se movimentava da sala dela para ir para outro cômodo, lá na Ufes, local onde trabalhava, ela se ajoelhava para ele não visse pela janela que ela estava saindo da sala", conta.
A Gazeta reuniu alguns desses relatos, que descrevem como uma jovem alegre e feliz com as suas conquistas, se transformou em uma pessoa triste, deprimida e com marcas de agressões físicas, emocionais e psicológicas. Resultado de um relacionamento abusivo e conturbado.
Íris era monitorada o tempo inteiro, não podia sair de sua sala, conversar com outros homens. Passou a vestir roupas que cobriam todo o seu corpo e mais largas. Chorava o tempo inteiro. Mas nem assim conseguiu se livrar das agressões.
Nesta quinta-feira (24) será realizada uma nova audiência, onde vão ser ouvidas mais testemunhas. Parte delas foram convocadas pela acusação e outras pela defesa de Cleilton.
Há uma previsão de que ele também seja ouvido pelo juiz. Mas poderá optar por ficar em silêncio, se esta for a estratégia de seu advogado.
A audiência acontece a partir das 14 horas, no fórum de Alfredo Chaves, local onde o crime aconteceu e o corpo da jovem foi encontrado.
A defesa de Cleilton é realizada pelo advogado Rafael Almeida de Souza. Ele confirmou que seu cliente será ouvido.
“O juiz deferiu a oitiva das testemunhas arroladas pela defesa por vídeo, entretanto, negou atendimento psiquiátrico. Assim, mais uma vez, vou tentar conversar com o Cleilton e, conforme o atendimento, seguir com o interrogatório ou optar pelo silêncio”.
Ele destacou ainda a ausência de médico psiquiátrico que possa auxiliá-lo na defesa, “ante as inconsistências no interrogatório perante a autoridade policial”.